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quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Memória dá transcendência na "guerra de conteúdos"


A forma como a memória contribui para o campo das narrativas, diante da sobrecarga de informação que gera "guerra de conteúdos", foi um dos tópicos da palestra do diretor-geral da ABERJE e professor da ECA/USP, Paulo Nassar, na edição comemorativa do projeto "Pão com Manteiga: Café da Manhã com Comunicação", organizado pela agência KlaumonForma Comunicação. Na contemporaneidade, a construção de narrativas acontece por diferentes agentes, que competem por atenção e por sentidos e significados. O evento reuniu mais de 60 profissionais e foi realizado na sede da entidade em São Paulo/SP no dia 25 de junho de 2009, contando ainda com debatedores convidados.

Para ler a matéria na íntegra, clique neste link: http://www.mundorp.com.br/cobertura-paocommanteiga.asp

terça-feira, 28 de julho de 2009

O lugar da comunicação

Marc Augé, antropólogo francês, em seu livro "Não-lugares Introdução a uma antropologia da supermodernidade", traz um útil conceito àqueles que se dispõem a repensar as políticas e o planejamento e a operar as ações de comunicação com os empregados, mais conhecida pela geográfica expressão "comunicação interna", que deveria ser abolida do vocabulário. Afinal, cada vez mais integrados pela tecnologia digital e pela vontade de viver em ambiente democrático, todos pretendem estar neste mundo.

De volta ao conceito definido por Augé os não-lugares , são os espaços que não valorizam os aspectos simbólicos de nossa existência e de nossa identidade. Ambientes em que predomina o instrumental, o fazer preso ao presente, sem marcos e mitos fundadores e sem perspectivas. Nos não-lugares o futuro é sempre quantitativo, a esperança não tem significado. É o Jano decapitado e o ritual do novo ano desfeito. Joseph Campbell interpretaria o não-lugar de Augé, como o espaço que impossibilita a trajetória do herói.

Exemplos fortes de não-lugares? A maioria das fábricas, com linhas retas e corredores de produção; os escritórios impessoais e brancos; os fast-food, assassinos do ritual da alimentação e da comensalidade; os necrotérios, os hospitais, os asilos, que escondem a morte, a doença, a velhice. Uma aluna me falou, sabiamente, que Vinícius de Moraes e Tom Jobim jamais comporiam "Garota de Ipanema" em um fast-food...

O lugar morada do conhecimento
A comunicação com os empregados, que se quer excelente, deve ser a expressão de empresas que se pretendem lugares, como Simônides, poeta e pai da memória, propôs na tradição clássica grega: lugares assentados em simbologia e imagens fortes. Lugares são as moradas da memória dos empregados, dos consumidores, das comunidades, da sociedade. Lugares se contrapõem ao excesso de informação e permitem que ela se transforme em conhecimento.

Como muitos já afirmaram, o homem é um ser dos símbolos. Em várias organizações, a comunicação com os empregados, desidratada de simbologia, os transforma em extensões das máquinas.

Fonte: Por Paulo Nassar, in www.aberje.com.br

domingo, 28 de junho de 2009

"Decisão sobre diploma de Jornalismo não afeta a profissão de RP", diz presidente do Conrerp

Com o fim da obrigatoriedade do diploma de Jornalismo para o exercício da atividade- decidida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no dia 17 de junho - a única profissão da área de Comunicação Social que exige o diploma é a de Relações Públicas, já que para exercer Publicidade e Propaganda ele também não se faz necessário.

A decisão do STF, no entanto, vem suscitando discussões das mais diferentes entidades do país, o Portal IMPRENSA conversou com Elaine Lina, presidente do Conselho Regional de Relações Públicas (Conrerp) 2ª Região - São Paulo e Paraná, para entender as especificidades da profissão de Relações Públicas e o porquê da obrigatoriedade do diploma ainda vigorar na área.

A posição de Elaine, e do Conrerp, é clara: o órgão apoia a exigência do diploma, em todas as profissões. "Entendemos que a capacitação proporcionada pela universidade é fundamental para a formação de profissionais competentes e aptos a exercer as atividades da profissão. O mercado pode proporcionar a prática, sem dúvida. Mas os conceitos técnicos essenciais, somados a uma formação humanística ampla e reflexiva somente podem ser obtidos por meio de cursos regulares de formação superior".


Portal IMPRENSA - Gostaria de saber algumas especificidades da área de Relações Públicas para entender melhor como funciona a profissão, e entrar um pouco na discussão sobre a exigência de diploma.
Elaine Lina - Antes de mais nada, é preciso esclarecer que a profissão de Jornalismo não foi desregulamentada e nem o MTB [registro no Ministério do Trabalho] invalidado. Somente um dos critérios para sua obtenção - o diploma universitário - é que foi revogado. No mais, tudo continua valendo. Sendo assim, é correto afirmar que as três profissões continuam regulamentadas.

IMPRENSA - Qual é a opinião do Conrerp sobre o fim da exigência do diploma de Jornalismo? Isso afeta de alguma maneira a área de Relações Públicas?
Elaine - Lamentamos a decisão que aboliu a obrigatoriedade do diploma, pois entendemos que é na universidade que o profissional alcança a verdadeira - e necessária - capacitação. Tanto que acreditamos ainda em uma reversão desta situação. Não entendemos, porém, que esta decisão possa de alguma forma afetar as Relações Públicas, pois são situações e contextos absolutamente distintos.

IMPRENSA - O que é necessário para ser Relações Públicas? É preciso ter algum pré-requisito?
Elaine - Conforme Lei Federal nº5377/67, para ser um profissional de relações públicas é preciso ser bacharéu formado em escola de nível superior em Relações Públicas ou ter concluído curso equivalendo no exterior, desde que o diploma seja validado pelo MEC no Brasil.

IMPRENSA - Como se tira o registro de RP? Quais são os trâmites?
Elaine - O passo a passo para emissão do registro profissional pode ser encontrado no site do Conrerp 2ª Região, mas de forma suscinta podemos dizer que é necessário reunir os documentos pessoais e diploma de formação universitária (ou certificado de conclusão de curso, para registros provisórios), foto e formulários preenchidos e assinados pelo requerente e recolher as taxas determinadas pela legislação, também encontradas no site. Isto para o registro de pessoa física. É importante lembrar que no caso de empresas que se dedicarem à prestação de serviços de relações públicas estas também precisam efetuar seu registro de pessoa jurídica, a exemplo de qualquer profissão regulamentada, uma vez que o Direito brasieliro distingui pessoa física e jurídica em suas responsabilidades e atribuições. Todos os formulários e outras informações pertinentes encontram-se no site ou podem ser obtidas pelo 0800 do Conrerp 2ª Região (0800 167 853).

IMPRENSA - Vocês consideram, como classe, o diploma necessário para o exercício da profissão de RP?
Elaine - Com absoluta certeza. Conforme já mencionamos no caso de Jornalismo, também para Relações Públicas entendemos que a capacitação proporcionada pela universidade é fundamental para a formação de profissionais competentes e aptos a exercer as atividades da profissão. O mercado pode proporcionar a prática, sem dúvida. Mas os conceitos técnicos essenciais, somados a uma formação humanística ampla e reflexiva somente podem ser obtidos por meio de cursos regulares de formação superior. Em resumo, acredito que o mercado sozinho pode até formar técnicos operacionais em determinadas atividades dentro do escopo da profissão, mas o profissional pleno, de pensamento estratégico amplo, precisa da formação superior.

IMPRENSA - Os conselhos regionais e o nacional defendem a reserva de mercado?
Elaine - Não posso falar pelos demais conselhos, mas o Conrerp 2ª Região entende que "reserva de mercado" não seria o termo mais adequado, pois pode dar margem a interpretações equivocadas. O que defendemos sim é a devida qualificação dos profissionais que se diponham a exercer a profissão e o reconhecimento ou acreditação desses profissionais por meio de órgãos com a devida legitimidade para tal.

IMPRENSA - Vocês tem algum tipo de receio de que com a queda do diploma de Jornalismo e a não existência da necessidade do diploma para Publicidade e Propaganda possa acontecer o mesmo com as Relações Públicas?
Elaine - Não acredito que isto possa ocorrer. Não vejo razões plausíveis para quaisquer questionamentos sobre a legitimidade da exigência de qualificação em nível superior para profissionais que irão trabalhar com o bem mais precioso das instituições: sua reputação frente à opinião pública.

Fonte: Portal Imprensa

Líderes das empresas devem ser como maestros de orquestra

*Alexander Baer


São Paulo, 23 de junho de 2009 - Como é a declaração de missão de sua empresa? Se é algo parecido com "Nossos objetivos são de oferecer aos clientes os melhores serviços e produtos disponíveis no mercado", o momento é de rever todo este rumo e suas estratégias. Segundo o palestrante e coach estratégico Alexander Baer, praticamente todas as empresas querem oferecer os melhores produtos e serviços. Por isso, a missão e os objetivos devem ser muito mais impactantes, de forma a realmente e de fato diferenciar a empresa da concorrência.


Para alcançar sucesso nos negócios, um dos primeiros passos é contar com uma equipe preparada e motivada. "Em 1998, Peter Drucker, um dos maiores gurus da Administração, já dizia que no século 21 as empresas seriam como orquestras", lembra o palestrante. Ele compara as etapas entre a afinação dos instrumentos, o gestual do maestro e os aplausos da platéia, com boas práticas de gestão empresarial nas quais líderes podem se espelhar. "Em uma apresentação, uma orquestra não tem uma segunda chance, no mercado as empresas hoje também não" frisa Baer. Para que uma orquestra faça uma boa apresentação, atendendo as expectativas de sua platéia, é preciso que o maestro e os músicos estejam preparados, motivados e em sintonia. Nas empresas, a relação entre os líderes e os funcionários/colaboradores também deve ser assim. Dessa forma, é possível realizar um trabalho realmente diferenciado, que evidencie a organização no mercado.


O "líder maestro" é uma característica muito importante do meio empresarial. Refere-se à liderança responsável por cuidar de competências, habilidades e atitudes no comando e gestão de pessoas, que pode ajudar os empreendedores a mensurar sua efetividade no exercício desta liderança. Alexander Baer afirma que este líder tem a missão de ter a melhor equipe preparada (profissionais músicos), para oferecer o melhor produto e/ou serviço (obras musicais) para sua platéia (clientes), para que estes aplaudam em pé e peçam "bis", recomendando a orquestra (empresa) e seus produtos/serviços.


O líder maestro precisa buscar alguns fatores que farão a diferença junto a sua equipe, empresa e mercado. Entre alguns destes fatores estão: a visão sistêmica da empresa (cada departamento/setor é fundamental para o todo), o conhecimento e a busca constante da atualização e inovação de produtos e serviços, a identificação dos melhores profissionais e seu constante desenvolvimento e aprimoramento para retenção, o conhecimento sobre o mercado e seus clientes bem como suas necessidades e desejos, a comunicação entre a equipe, o plano de ação estratégico(rumo a ser seguido), a sintonia entre empresa, equipe, amigos e familiares e também a emoção, para transmitir essa harmonia.


Assim em momento de crise as empresas que tenham líderes maestros tem sim verdadeiras oportunidades de criarem e mostrarem seus diferenciais no mercado para encantamento do cliente/platéia.


*Alexander Baer Palestrante: Marketing Pessoal Estratégico, Gestão Estratégica, Sintonia com o Sucesso (realizado com uma Orquestra) & Motivação Pessoal, Profissional e Organizacional!Estrategist Coach.

Professor convidado MBA FGV Management. alexanderbaer@alexanderbaer.com.br / http://www.alexanderbaer.com.br/ Contato: (41) 9971 8624


Fonte: prnewswire

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Muda tudo para o profissional de comunicação

Agora que as fontes também publicam, começa a discussão das regras para a gestão das mídias digitais, legais e legitimas, que estão à disposição da comunicação empresarial.

Importante artigo de Paulo Nassar
no Terra traz à luz do embate aquilo que de maneira velada já se avolumava por trás de hrefs e tags: uma irreversível revolução que se por um lado nos incomoda como humanos presos a nossos hábitos, costumes e padrões, deve nos instigar como humanos e profissionais que somos para alçar novos vôos e conquistar novas esferas.

Não são apenas acionistas e famílias proprietárias de mídia que não gostam do que estão vendo: novas mídias diretas, que corroem poder, faturamento, jornalismo commodity e a desmoralizada agenda setting - mas que também levam à desvalorização dos profissionais de comunicação como um todo.

Este é um fenômeno que atinge a todos nós.

Com a democratização da tecnologia e a necessidade de se obter receita em tempos de crise, todo micreiro e photoshopeiro virou designer, diretor de arte e o que mais for preciso.

Bem, do Word e da saga da valorização dos redatores nem se fala.

Pequenas agências lutam para se diferenciar de free-lancers, muitos dos quais bons profissionais de conceituadas agências médias-grandes que completam o salário, reduzido pelo excesso de oferta.

Afinal, como justificar valor no meio disto tudo - como empresa ou profissional?

O caminho passa, necessariamente, por uma redefinição de atuação. Não se pode continuar no mesmo passo, no mesmo caminho, se as configurações externas se alteraram. E da maneira com que se alteraram.

Como toda mudança, há o período do despertar da sonolência do antigo padrão, momentos de confusão, desnorteamento, medo, acusações mútuas entre partes que não são opostas de fato.
Penso que se deva acalmar os ânimos e com sabedoria contemplar o mercado, mostrando que há sim espaço para todos, dentro, logicamente, de um mínimo de ética e organização.

A ética passa primeiramente por parte dos detentores dos meios de produção, dos antigos barões da mídia e donos de empresas e agências, que não devem reagir impensadamente, baixando salários e expectativas.

A quantidade nunca vencerá a qualidade e esta nova onda não se sustentará sozinha, mesclar-se-á ao que havia de melhor, forjando uma terceira onda, mais estável, onde empresas e bons profissionais se encontram na crista da onda e da pirâmide, cujas bases são a produção descentralizada e informal, a qual terão o prazer de agregar, avaliar, rotular, distribuir e comentar, realimentando o fluxo contínuo de uma sociedade da informação cada vez mais conectada e menos marginalizada.

Enquanto isto, damos um jeito para não ficarmos vendidos em meio às negociações pequenas do cotidiano; certos de que fazemos parte de um grande momento da história humana.

Contemplar a vida sobre este aspecto lhe dará um novo ânimo para a próxima reunião.

Evidencie este valor: visão, planejamento, estratégia e poder de condução estarão cada vez mais em voga no mar de colaboração.

Rumamos para a explosão do potencial da informação, que é a consciência. As marcas, empresas e profissionais que entenderem isto estarão a frente deste processo.

Fonte: vooz

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Nós, todos, os jornalistas!!!!

Cai exigência do diploma de jornalismo no Brasil.
Marcello Chamusca *

Hoje, o Supremo Tribunal Federal considerou inconstitucional a exigência do diploma de graduação em jornalismo para o exercício da profissão. Agora, qualquer simples “mortal” pode exercer a profissão de jornalista, sem ser processado. A decisão foi quase unânime. Dos nove ministros do Supremo, apenas um votou a favor da obrigatoriedade do diploma e oito contra.

Representantes da Federação Nacional de Jornalistas (Fenaj) ficaram desesperados com a decisão do Supremo, visto que esta é a última instância de decisão do país e não cabe mais recurso.

É o fim da reserva de mercado e da falta de liberdade de expressão no Brasil, decretada pelo regime militar, desde 1968. Para os magistrados brasileiros, a obrigatoriedade do diploma cerceava o direito constitucional que todo cidadão tem de se expressar livremente. Na prática, isso quer dizer que a partir de agora todo brasileiro poderá bater no peito e dizer “Nós, todos, os jornalistas...”?!

Quem viver verá!!!!

* Coordenador do Curso de Pós-graduação Gestão Estratégica da Faculdade Batista Brasileira (FBB); Coordenador dos Cursos de Relações Públicas e Publicidade e Propaganda da Faculdade Isaac Newton (FACINE); Diretor do Portal RP-Bahia (www.rp-bahia.com.br).

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Já pensou em ser glaciologista?

Heitor Kuser, presidente do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Econômico e Social (IBDES), fala sobre algumas profissões que começam a despontar e destaca “a importância de se compreender um pouco de tudo”

Heitor Kuser: especialistas em generalidades

Administrador de caos urbano, conselheiro de aposentadoria, analista de saúde humana, glaciologista. Incomuns hoje, estas são apenas algumas das "profissões do futuro", segundo Heitor Kuser, presidente do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Econômico e Social (IBDES), que tem como missão promover o desenvolvimento das profissões. "O mais importante, na verdade, são as pessoas. Se o profissional for de fato profissional, certamente terá destaque em suas atividades", explica Kuser.

Para ele, as pessoas precisarão saber cada vez mais sobre vários assuntos. "Elas terão que ser especialistas em generalidades, entender e conhecer um pouco de tudo, e por um motivo simples: a informação, em si, está disponível, virou commodity", explica. Um dos temas que ele mais tem debatido diz respeito à sustentabilidade do planeta. "Todas as profissões em que as pessoas estiverem voltadas ao relacionamento institucional, ao compromisso com a sustentabilidade da família, da profissão e do planeta, terão seu espaço garantido", afirma.

Segundo Kuser, no futuro, os consumidores passarão a fazer exigências diferentes das que fazem hoje. Na indústria, por exemplo, a preocupação não será apenas com o produto final, mas também com a origem da matéria-prima. "Todas as áreas demandarão profissionais com essa visão e comprometimento. Não basta o engenheiro químico se preocupar com o que coloca nos produtos se o departamento de marketing da empresa encomendar uma embalagem não sustentável", diz Kuser.

Uma nova profissão que começa a despontar e está diretamente ligada à sustentabilidade é a dos glaciologistas, profissionais que estudam as calotas polares e os problemas ambientais relacionados ao aquecimento global. Entre outras funções também relacionadas a boas práticas ambientais está a do administrador de caos urbano, que trabalha com mobilidade de trânsito. Profissão que também ganha espaço é a do analista da saúde humana, cuja especialidade é ler e interpretar exames médicos para encaminhar o paciente ao profissional indicado. "Em Londres, isso já existe", comenta Kuser.

Enquanto nascem novas profissões, algumas outras - bastante tradicionais, por sinal - correm o sério risco de cair no ostracismo. Uma delas é a de relações públicas. "As empresas não sabem o que isso quer dizer. Contratando um vendedor, os empresários pensam que ele poderá fazer a função de RP, mas é claro que não terá a técnica necessária", explica. Kuser compara o definhamento do mercado de relações públicas com o de jornalismo. "Existe uma confusão entre marketing, comunicação e publicidade", critica. O especialista destaca, também, que os economistas têm carreiras que começam a entrar em declínio. "A década de 80 teve grande expressão dos economistas por causa da hiperinflação. Hoje, retomamos as profissões tecnológicas. Os economistas tiveram sobrevida na crise, mas com o enfraquecimento dela já estão saindo de cena."

Se, por um lado, existem profissões que começam a perder valor, muitas outras vão surgindo. Além das já mencionadas, Kuser aponta ainda oportunidades em mercados bastante incipientes. Entre eles, ganham destaque os de gestão de patrocínios, gestão de relações com clientes e fornecedores, conselheiro de aposentadoria, designer de games, profissionais de ensino à distância e especialista em segurança de internet.

Fonte: amanha

domingo, 7 de junho de 2009

Adequando a Comunicação... Luluzinha na adolescência

Luluzinha, a personagem infantil famosa por seu vestidinho vermelho e por ter estabelecido o conceito de um programa estritamente feminino (o Clube da Luluzinha), cresceu. A partir de hoje, com a chegada de "Luluzinha Teen e sua Turma" às bancas, a personagem, criada em 1935 por Marjorie Henderson Buell, será vista por volta dos 16 anos e vivendo situações comuns para a maioria dos adolescentes de hoje em dia.

A publicação, mensal, sairá pela Ediouro sob o selo Pixel. Segundo Daniel Stycer, editor-chefe dos novos quadrinhos, a intenção de lançar uma revista voltada para o público adolescente existia já há algum tempo, mas ganhou força após Maurício de Sousa colocar nas bancas, com muito sucesso, sua nova série, a "Turma da Mônica Jovem" (leia mais na página 2)."Contribuiu para que a editora, que já tem tradição de revistas para jovens, começasse uma nova publicação voltada para esse público", afirma Stycer. Segundo ele, foi feita uma grande pesquisa sobre qual personagem poderia "crescer" e ganhar novos quadrinhos. De todos, Luluzinha foi a que mais agradou aos pesquisados. "Apesar de hoje não estar mais na TV ou nas bancas, é uma personagem que segue no imaginário das pessoas", afirma o editor, que trabalha com uma equipe formada apenas por brasileiros.

De posse da certeza do interesse do público em saber como seria a adolescência da garota, a editora partiu para fechar um acordo com a empresa Randow House, detentora dos direitos da personagem para, no Brasil, recriar os quadrinhos (mas apenas na fase jovem: o contrato não prevê nada ligado ao estilo original da revista), tanto no aspecto visual, quanto na personalidade.

Por isso, quem estava habituado com as características físicas e psicológicas da infância de cada um dos personagens pode estranhar. A protagonista, agora magra, deixa para trás os cabelos cacheados e assume uma certa insegurança. Bolinha, que agora atende também pelo nome de Bola, também emagreceu e tem uma banda de rock (o violino, que outrora ele tocava, ficou no passado). Glorinha, antes inimiga da personagem principal, hoje é sua melhor amiga e uma grande apaixonada pelo mundo da moda. Também compondo o núcleo principal, Aninha assume a faceta de uma menina emburrada, enquanto Alvinho, que no original era o bebê que Luluzinha eventualmente cuidava, tornou-se um garoto-problema.

Quando questionado sobre o motivo das mudanças e adequações, Stycer justifica ancorado na passagem do tempo. "Ninguém, aos 15, 16 anos, é exatamente da mesma forma de quanto tinha 7. A modificação é natural e veio com a intenção de falarmos e representarmos o maior público possível."

Interatividade.
E, para haver uma comunicação efetiva com o jovem de hoje, os realizadores lançaram mão de uma série de novidades. A primeira delas foi a adoção do estilo mangá (histórias em quadrinhos feitas aos moldes japoneses). Como dado novo, em vez do preto-e-branco usado nas revistas nipônicas, o clímax de cada história será colorido. "Em nossas pesquisas, vimos que o leitor teria interesse em ver, principalmente, as cores das roupas. Então, cerca de 16 páginas em cada edição virão coloridas", conta o diretor.

A vestimenta dos personagens, aliás, ganhará atenção especial. Como a cada história eles usarão um modelito, a equipe de criação contou com a ajuda da consultora de moda Gloria Kalil para acertar o estilo do jovem de hoje.

Além disso, a Internet será uma potente aliada nessa nova empreitada. A aposta no universo online começa pela própria Luluzinha, que deixa de lado o diário (utilizado por ela na infância) e se torna blogueira. E, para completar, entra no ar hoje o site http://www.luluteen.com.br/. "Nossa intenção é que a Internet seja uma continuação das histórias em papel, já que essa é uma tendência da nossa época", complementa Daniel.

Números:
1 milhão de reais foi o investimento feito pela Pixel na criação e produção de "Luluzinha Teen e Sua Turma".

Agenda

O que.
"Luluzinha Teen e sua Turma", Ediouro/Pixel, 96 págs.

Quando.
Revista mensal, a partir de hoje nas bancas

Quanto.
R$ 6,40

sexta-feira, 29 de maio de 2009

A comunicação e comunicador-consultor

Índio Brasileiro*


Era muito comum lermos livros e assistirmos palestras em que os profissionais da comunicação defendiam o “ser multidisciplinar”, aquele que tem várias competências e está disposto a realmente integrar uma equipe com objetivos e metas comuns. Eu mesmo já participei de inúmeros eventos que teve essa definição como norte, mas cujas conclusões se restringiram apenas aos anais.

A novidade é que, nos últimos anos, este conceito tem saído do papel e ganhado cada vez mais força no ambiente da comunicação. Atualmente, um comunicador adequado e de sucesso precisa ser estrategista, decisor, planejador, flexível, gestor e ainda apresentar uma ampla visão sistêmica.

O profissional que se encaixa neste novo perfil é, automaticamente, valorizado pela organização e pela sociedade. Afinal, consegue aumentar, naturalmente, a capacidade de conclusão das metas traçadas e ampliar o alcance e penetração de sua mensagem.

Neste contexto, destaca-se a forte e consolidada relação entre as agências de comunicação, mídia, sociedade e segmento empresarial. Se antigamente a grande maioria das empresas brasileiras cancelava os serviços de assessoria de imprensa nos momentos mais turbulentos, hoje isso não ocorre mais. O fato, que encontra embasamento na valorização da comunicação e nos exemplos bem-sucedidos da Europa, rechaça qualquer suspeita sobre a ineficiência dos componentes (emissor, receptor, mensagem, canal de propagação, meio, resposta e o ambiente).

Um elemento interessante é a pesquisa, recentemente divulgada pela Abracom, associação que reúne 310 agências de comunicação de todo o País, que mapeou o impacto da crise em seus associados e nos trouxe dados respeitáveis. O levantamento concluiu, por exemplo, que 58% dos entrevistados não tiveram os resultados financeiros de 2008 afetados pela recente crise mundial.

Trata-se de um índice representativo, se comparado com outros mercados, como, por exemplo, as empresas de tecnologia, que no final do ano passado dispensaram vários trabalhadores; e o segmento de minerais não-metálicos que ainda sofre com uma certa estagnação do setor de construção civil.

O levantamento da Abracom também sinalizou que 67% das agências entrevistadas tiveram o faturamento do ano passado maior do que o de 2007 e que 40% delas espera ter esse mesmo desempenho em 2009. O dado atesta a importância do profissional multidisciplinar e o fato das empresas sentirem a necessidade de contarem, cada vez mais, com a ajuda dos comunicadores-consultores, aqueles profissionais cujo trabalho não está limitado apenas à propagação da informação e têm capacidades e competências para orientar os clientes, por exemplo, sobre a melhor época para se lançar determinado produto.

Esta capacidade estratégica dos assessores de comunicação rompeu, ao longo dos anos, diversas barreiras e agora está sendo percebida e muito bem aceita pelas diversas mídias, que confiam no conteúdo fornecido por esses profissionais. Estudos publicados no recém-lançado livro Assessor de Imprensa – fonte qualificada para uma boa notícia, de Rodrigo Capella, comprovam este cenário. Durante quatro anos, o autor entrevistou assessores de imprensa, jornalistas de redação, estudiosos e relações públicas para mapear o relacionamento e grau de confiança estabelecido entre esses profissionais.

Uma das pesquisas, por exemplo, revela que para 86,7% dos profissionais entrevistados, assessores de imprensa e jornalistas de redação são parceiros. Esse dado positivo pode ser explicado porque, no momento atual, os assessores de comunicação não se restringem apenas à divulgação de informações que interessam apenas aos clientes, mas se preocupam em oferecer aos colegas de redação pautas, informações e fontes de interesse público.

Outro dado interessante, que consta no livro, diz respeito à checagem de informações. Para 66,7% dos entrevistados, a mídia confere, em alguns casos específicos, as informações recebidas pelas assessorias de comunicação. Esse quadro corrobora que a parceria e o companheirismo entre esses profissionais realmente existe e que é fundamental para a produção noticiosa.

Esta realidade deve se solidificar ainda mais nos próximos anos com a difusão mais concreta do PR 2.0, ou seja, a propagação de informações, por parte das assessorias, via Internet, por meio de vídeos, mídias sociais, imagens, RSS, bookmarking e tagging.

Essa é a nova era da comunicação e quem não estiver inserido dificilmente será um profissional multidisciplinar, um comunicador-consultor!

Indio Brasileiro é administrador de empresas e sócio-diretor da FirstCom Comunicação, da I-Group, da GR Marketing e da Oca Comunicação.

Fonte: baguete

Política de comunicação? Pra que?

José Vanderlei *

A clareza da sua política de comunicação faz toda a diferença na hora de falar com o consumidor.

Por não entender os principais efeitos do uso correto da comunicação e do marketing, e mais: por achar que comunicação é despesa e não investimento, a maioria das pequenas empresas comete erros que fatalmente resultarão no seu fechamento.

Um das falhas mais comuns nas pequenas empresas é o tratamento dado a sua marca, quando existe uma. Sem contar com o formato e organização do seu PDV (ponto de venda), a maneira de atender ao seu cliente, etc. Tudo no improviso, embora acompanhado de autoconfiança hereditária, tipo: “deixa que eu dou um jeito, meu avô já fazia isso!... Agora é com o papai”.

Bom, quem continua pensando assim certamente não está acompanhando as mudanças, ainda acha que padaria é só para vender pão, e que as dificuldades são “coisa de Deus”. Salvo a crença de cada um, provavelmente isso venha ocorrendo em virtude da forma como ele tem tratado o seu negócio. Principalmente se analisarmos o crescimento da população mundial nesses vinte anos, juntamente com as necessidades da humanidade.

Por isso, as grandes empresas se esforçam para chamar atenção das pessoas, por meio de pequenos detalhes, que são fundamentais na hora em que o consumidor faz suas escolhas: “comprar o quê?” e “onde é melhor?”. Por isso, ao empregar métodos simplórios, sem pé nem cabeça, onde o que diz ou escreve tem significados diferentes ou engraçados, além de cometer erros gramaticais grosseiros, sem contar com uma programação visual pouco atrativa, vai fatalmente resultar em perda constante de venda e morte prematura do sonho de ser empreendedor.

Se esse for o seu caso, ficará mais fácil se você conseguir aplicar essas dicas, antes que seja tarde demais:

a) Identifique, no seu orçamento, qual é a sua capacidade real de investimento na área de comunicação ou se junte a outros empreendedores ou fornecedores, pois, provavelmente, o seu problema é também o dele. Atenção: Ninguém vive sozinho. Procure bons parceiros.

b) Pesquise no mercado, procure orientação para poder contratar um profissional de comunicação. Lembre-se: comunicação não é só mídia.

c) O mercado é dinâmico, a sociedade evolui, novas formas de fazer negócios surgem. É por isso que se faz necessário que o programa de comunicação “esteja sempre vivo (ligado)” para você acompanhar as mudanças de humor do consumidor e estude os movimentos estratégicos dos seus concorrentes. E o mais importante: a perenidade das ações será a responsável pelo seu sucesso.

d) Antecipe-se aos acontecimentos, isso ajuda a maximizar custos e a obter melhores resultados. Lembre-se que o profissional de comunicação não é um piloto kamikaze, que só é convocado em tempos difíceis, e que está ali para ir para o sacrifício. Caso seja usado nesses casos, o seu esforço de comunicação terá 100% de chance de prejuízo total.

e) Lembre-se: em um mercado competitivo, a clareza da sua política de comunicação faz toda a diferença na hora de falar com o consumidor, especialmente o seu cliente fiel

f) Última dica: o cliente é como bebê, não vem acompanhado de manual de uso. Portanto, baseado nos seus produtos e serviços, identifique o seu público-alvo e verifique quais são as suas necessidades e aspirações para poder surpreendê-lo. Boa sorte!

As pequenas empresas são responsáveis por 70% dos novos empregos criados e por cerca de 30% da produção de bens e serviços, segundo dados colhidos pelo escritor Francisco Gracioso, autoridade na área de Comunicação e Marketing do País.

Esse é um segmento que, por sua importância no desenvolvimento econômico-social brasileiro, precisaria ser tratado com imenso respeito pelos governos. Com um pouco de atenção e acesso ao crédito, gestão e esforço de comunicação, provavelmente os números apresentados acima seriam outros, bem como nossa realidade socioeconômica, pois essa nação é constituída de pessoas de extrema criatividade, bem-humoradas, trabalhadoras, vencedoras e cheias de sonhos. Salve as pequenas empresas! Salve o empreendedor! E viva o povo brasileiro! Esse nunca desiste!

* José Vanderlei - Graduado em Comunicação, pós-graduado em Gestão de Empresas (FGV), executivo em Marketing (Ufal)
Fonte: incorporativa

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Mulheres são maioria em Congresso de Comunicação

Dos 800 executivos esperados no 12º Congresso Brasileiro de Comunicação Corporativa, evento programado para os dias 27, 28 e 29 de maio, em São Paulo, no Centro de Convenções Rebouças, quase 75% são de mulheres - quase 600. A predominância de mulheres nas atividades de Comunicação é uma realidade já há vários anos, o que se confirma nesta presença marcante no maior e mais importante evento de Comunicação Corporativa do País.

O evento terá a presença significativa de mulheres fazendo conferências, palestras e também workshops, além de imensa maioria no plenário.

Há profissionais de praticamente todo o Brasil, com destaque para São Paulo, com quase 60% dos inscritos. Vem a seguir, as delegações de Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Minas Gerais, que, conjuntamente representarão 12% dos participantes.

Fonte: incorporativa

Nelson Sirotsky recebe Prêmio Personalidade da Comunicação

O presidente do Grupo RBS, Nelson Sirotsky, receberá hoje, às 17h, o Prêmio Personalidade da Comunicação 2009.

A cerimônia acontecerá durante o 12º Congresso Brasileiro de Comunicação Corporativa, promovido pela Mega Brasil, no Centro de Convenções Rebouças, em São Paulo.

O evento deve reunir cerca de 800 participantes, entre jornalistas, executivos e profissionais de comunicação e de marketing e convidados.

Nelson Sirotsky, escolhido pela sua liderança à frente de associações e entidades do setor, como ANJ e Abert, entre outras, e pela trajetória do Grupo RBS, é a 14ª personalidade homenageada pelos profissionais de comunicação corporativa no mais importante evento do setor. Antes, receberam o prêmio, entre outros, Miguel Jorge, Alberto Dines, Mino Carta, Ruy Mesquita, Roberto Civita, Octavio Frias de Oliveira, Johnny Saad e Audálio Dantas.

O 12º Congresso Brasileiro de Comunicação Corporativa será realizado de hoje a sexta-feira. Serão mais de 40 painéis, entre os quais, quatro conferências internacionais, três nacionais, 24 palestras temáticas e oito workshops. Durante os três dias de programação, estão previstos debates e apresentações sobre temas estratégicos, como as novas mídias sociais, sustentabilidade, web 2.0, branding e reputação empresarial.

Fonte: zerohora

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Estilos de comunicação

São quatro os estilos de comunicação: Analítico, Sensitivo, Intuitivo e Produtor.

Todas as pessoas usam um mix dos quatro estilos. Em geral as pessoas usam um dos estilos na maior parte do tempo, chamado seu estilo primário. Cada pessoa também tem um estilo de suporte que é o seguinte de uso mais freqüente. Os estilos de comunicação são manifestados no comportamento. No qual você pode observar como os outros se comportam para identificar os seus estilos primários e de suporte.

Quando os estilos de comunicação são usados freqüentemente, podem surgir problemas. Mas em geral as pessoas são mais receptivas a um estilo de comunicação que é semelhante aos seus estilos primário e de suporte.

È possível adaptar ou modificar temporariamente os próprios estilos primários para atender ao estilo de outra pessoa.

O Analítico fundamenta-se em observações e princípios racionais evitando a emoção. Prefere-se não ariscar em novos caminhos, dando preferência para o que já deu certo no passado. De modo a ter um “pé atrás” testa as reações dos que estão a volta e após analisadas deixa-se envolver. Seu perfil é conservador, adequado, modesto, moderado, adequado as circunstancias, metódico no escritório e correto fora dele.

O Sensitivo é dinâmico e estimulado, gosta de estar na presença de terceiros, possui discrepância entre o que alguém fala e o que realmente quer dizer. É introspectivo e perceptivo com relação a pessoas sendo uma pessoa paciente com os que o cerca, é um bom ouvinte e age com base na intuição.

O Intuitivo é pensador, rápido e profundo, questiona a si próprio e aos outros, não acreditando no obvio, consegue identificar situações antes de estarem visíveis, aprecia criar estrutura própria a partir do caos, corta caminho através do pensamento tradicional e se permite descobrir novas direções e situações lucrativas, preocupa-se com o quadro global, algumas vezes pode se preocupar mais com o desenvolvimento de idéias do que colocá-las em prática.

O Produtor é um executor, avança criativamente, parece mover montanhas, empolga-se em trabalhar em vários projetos e tarefas ao mesmo tempo, tem habilidade em cumprir tarefas. Assume compromissos apenas após ter certeza de poder cumpri-los, aprende melhor fazendo ao invés de fazê-lo por análise teórica ou conceitual, é diretivo e decisivo, impõe altos padrões para si mesmo e para os outros.