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terça-feira, 28 de julho de 2009

O que temos nas mãos?

Se hoje, no Brasil, a função da comunicação organizacional é vista como investimento complementar das outras ações, sem falar da importância de Relações Públicas para o suporte de tal proposta, são nas micro e pequenas empresas que poderemos trazer novas possibilidades e paradigmas.

Pode parecer um “furo n’água”, a atenção que muitos dos empreendedores e jornalistas desprendem as pequenas estruturas. Em uma pesquisa sobre o tema pela Internet, descobri que 90 por cento do crescimento da exportação, ao Mercosul, da produção de micro e pequenas empresas, é responsabilidade do Brasil e Argentina. (CEPAL/SEBRAE) – Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe. Julho de 2003. Com essa pequena informação, mesmo que desatualizada, pode-se perceber a visibilidade e importância que nosso país tem a economia mundial. E se boa parte desse potencial é produzido pelas pequenas empresas, são nelas que iremos construir grandes projetos eficazes. Porém a facilidade não tem a mesma proporção, e não é possível dizer que trabalhar com grandes ou pequenas empresas tem níveis diferentes. Apenas são propósitos e análise diferentes.

As pequenas empresas dificilmente têm uma área fundamentada de comunicação e passam a trabalhar com incoerência e ferramentas piegas, sem realmente saber quem são seus públicos. Pois todo trabalho de comunicação é encarado como investimento alto, o que não é mentira, mas com possibilidade de adaptações as exigências de cada mercado. Para nós, aprendizes que ainda não temos o prestígio das grandes conquistas, o trabalho adequado a aproximação dos funcionários e o tratamento leal aos clientes e fornecedores, aliado a novas tecnologias que não necessariamente são caros, podem garantir o sucesso mútuo.

A falta de planejamento e as dificuldades de trabalhar com pouco caixa das micro e pequenas empresas, amplia a visão de um profissional que almeja as grandes organizações, por trabalhar com a necessidade e a funcionalidade que em tempos de crise, é quase uma lei.

domingo, 14 de junho de 2009

Petrobras democratiza a comunicação

O blog Fatos e Dados colocado no ar pela Petrobras é um marco na história da comunicação social. A partir de agora a relação entre as fontes e os veículos de informação muda de patamar, tornando-se mais equilibrada.

Até então a fonte, detentora da titularidade da informação, abria mão desse poder transferindo-o de forma integral para a mídia. E esta fazia do conteúdo informativo o que bem entendia. Daqui para frente isso não irá mais acontecer. Precavida, a fonte se antecipa ao veículo tornando públicas as informações prestadas. Estreita-se dessa forma a margem de manipulação. E quem ganha é o público, na medida em que as informações tornam-se mais confiáveis. Ou pelos menos "checáveis".

Nesse sentido a ação comunicativa da Petrobras vai muito além dos seus resultados imediatos. Ela se insere no processo de construção de uma ordem informativa mais democrática e equilibrada que teve um dos seus pontos altos ao final dos anos 1970 quando a UNESCO deu por concluída a tarefa de propor a criação de uma nova ordem mundial da informação e da comunicação. O resultado desse trabalho, realizado por uma comissão presidida pelo irlandês Sean Mac Bride e que contou com a participação, entre outros, do colombiano Gabriel Garcia Marquez, está no livro Um mundo e muitas vozes, publicado pela Fundação Getúlio Vargas.

Propunha-se, naquele momento, a busca do equilíbrio dos fluxos informativos entre os hemisférios Norte e Sul e apontava-se para a necessidade de estimular a circulação de informações entre os países do sul. Era uma resposta às políticas impostas ao mundo pelas potências hegemônicas, segundo as quais deveria prevalecer o "livre fluxo das informações", ou seja regulado apenas pelo mercado.

O debate entre as duas posições entrou pelos anos 1980 e chocou-se com a ascensão do neoliberalismo nos Estados Unidos de Ronald Reagan e no Reino Unido de Margareth Tatcher. O resultado é conhecido. Os dois países, retiraram-se da UNESCO, seguidos logo depois pelo Japão, esvaziando a organização e sepultando a generosa idéia de uma nova ordem informativa global.

No Brasil, o primeiro movimento mais articulado visando a democratização da comunicação ocorreu 1983, numa iniciativa de um grupo de professores do curso de comunicação social da Universidade Federal de Santa Catarina. Eles lançaram a Frente Nacional de Lutas por Políticas Democráticas de Comunicação, incorporada posteriormente pela Abepec (Associação Brasileira de Ensino e Pesquisa em Comunicação) e pela Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas).

De prático esses movimentos pouco conquistaram. A lógica do capital, concentrando cada vez mais o mercado produtor e distribuidor de informações, combinada com a política de enfraquecimento dos estados nacionais, sepultou as esperanças de uma circulação de informações mais equilibrada pelo mundo.

No Brasil houve um avanço com a Carta de 1988, especialmente no que se refere ao capítulo da Comunicação Social. Mas da Lei à prática a distância ainda é grande.

Assim ficamos, durante muito tempo, restritos a declarações e manifestos. Por isso, a ação concreta da Petrobras ganha dimensão histórica. Materializa objetivos perseguidos numa luta de décadas e aponta caminhos novos na relação entre mídia e sociedade. Com certeza o exemplo será seguido por outras pessoas físicas e jurídicas. E, aos poucos, a prática jornalística irá incorporando esse dado novo, estabelecido pela possibilidade de confrontação entre o que é dito e o que é publicado.

Deve-se ressaltar o papel fundamental da internet nesse processo, sem a qual nada disso seria possível. Mas é preciso não esquecer também a coragem política da empresa, sabedora sem dúvida, de que iria bater de frente com o mais poderoso setor empresarial do pais. E o curioso é que não se tratou de ato ofensivo.

Depois de décadas sofrendo ataques violentos de grupos que nunca engoliram a sua existência, a Petrobras resolveu tomar uma atitude preventiva, de defesa. Daí a surpresa e a grandiosidade do seu ato. O blog da Petrobras se soma, no cenário latinoamericano, ao jornal Cambio da Bolívia, às rádios e televisões públicas da Venezuela e às propostas de alteração nas leis de radiodifusão da Argentina e do Equador. São diferentes instrumentos encontrados pelos governos populares da região para romper o cerco que lhes foi imposto pelas grandes corporações da mídia e para tornar um pouco menos desequilibrada a circulação da informação em seus respectivos países.

Mais de um quarto de século depois da declaração da UNESCO propondo uma nova ordem informativa mundial, eis que na América Latina são dados os primeiros passos concretos nesse sentido. E o blog Fatos e Dados é uma grande contribuição brasileira. Que venham outras.

* Laurindo Lalo Leal Filho, sociólogo e jornalista, é professor de Jornalismo da ECA-USP e da Faculdade Cásper Líbero. É autor, entre outros, de A TV sob controle – A resposta da sociedade ao poder da televisão (Summus Editorial).
Fonte: Jornal Correio do Brasil

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Pesquisa de Clima Organizacional: o que pode tirar sua credibilidade?

A pesquisa de clima organizacional é uma forte ferramenta dentro das empresas, mas, dependendo da forma como é aplicada, pode despertar a desconfiança por parte dos funcionários, de acordo com o supervisor de RH (recursos humanos) da Dimensional Equipamentos Elétricos S/A, Gerson Masselari.

Em palestra no 3º ConvirRH (Congresso Virtual de Recursos Humanos), ele afirmou que a pesquisa de clima organizacional é uma forma de monitoramento das condições gerais do ambiente de trabalho das organizações, "em qualquer localidade que a empresa queira investigar", nas palavras do supervisor de RH.

Além disso, ela é um canal importante de comunicação entre a empresa e os colaborados, um termômetro das práticas de gestão.Isso sem falar que pode medir os impactos de mudanças estruturais, culturais e econômicas.

Mas o que se espera dessa pesquisa? Conforme disse Masselari, de modo sintético, o que se pretende é conhecer melhor as peculiaridades e nuances do cotidiano da organização, materializando fatos imperceptíveis aos gestores e transformando em dados aquilo que só se tem uma percepção. Com isso, pode-se determinar linhas de ação.

Os problemas

"Quando da aplicação, alguns preceitos devem ser observados. Por ser uma importante fonte de informação, a pesquisa de clima organizacional não pode cair em descrédito, porque também é uma ferramenta de gestão a disposição do RH", explicou Masselari.

Dentre os pontos que colocam tudo a perder, está a falta de objetividade, que torna a pesquisa vaga, ampla e sem conteúdo. A periodicidade também pode se encaixar nesse grupo. "Ela não pode ser muito curta, num tempo em que não se possa aplicar nenhum tipo de ação, ou muito grande", explicou o supervisor de RH.

Outro fator é a falta de critério para a aplicação. Por incrível que pareça, algumas empresas usam a pesquisa de clima organizacional como forma de retaliação, usando informações coletadas dos colaboradores contra os mesmos. Por último, dentre os itens que a colocam em descrédito, está criar perspectivas ou planos de ação que dificilmente serão implantados.

De olho em tudo isso, o supervisor de RH listou aquilo que não deve ser feito em uma pesquisa de clima organizacional. Confira:

* Deve-se atentar para que os gestores eventualmente envolvidos na pesquisa não tenham acesso às respostas antes da compilação dos dados;

* Deve-se atentar para que haja imparcialidade na compilação dos dados;

* Deve-se atentar para que a pesquisa não seja engavetada;

* Deve-se certificar de que foi dado feedback aos interessados (gestores).

Fonte: administradores

domingo, 24 de maio de 2009

Dimensões na Comunicação Organizacional

Margarida M. K. Kunsch em Comunicação Organizacional : Conceitos e Dimensões dos estudos e das práticas, deixa claro que a Comunicação organizacional pode ser considerada em, três dimensões, Dimensão Humana, Dimensão Instrumental e Dimensão Estratégica.

Dimensão Humana
Consiste em ser a menos estudada pelos pesquisadores, sendo que ela abrange a comunicação com o público no geral, é a comunicação entre as pessoas como um todo da organização.

Dimensão Instrumental
Visa explorar as técnicas mais viáveis juntamente com os intrumentos e ferramentas estratégicas.Logo é a dimensão mais presente e usada nas organizações.

Dimensão Estratégica
É uma técnica administrativa que busca as idéias das pessoas, de forma a criar uma visão no caminho que se deve seguir ( estratégia ). Ou seja, criar um plano estratégico para que a organização chegue ao sucesso esperado, visando criar ações comunicativas para que possa atingir diretamente o público em que a organização trabalha. O objetivo do planejamento estratégico, é uma dimensão global, ele é o alvo a ser alcançado para que a empresa consiga chegar ao resultado que se espera.

A comunicação Organizacional consiste nessas três dimensões, quando há a falta de alguma delas o planejamento da comunicação dentro da empresa falha. Essas três dimensões como um todo visa integrar as pessoas que constituem a organização juntamente com seus públicos, explorar as melhores técnicas juntamente com os instrumentos e ferramentas para que a comunicação seja implantada e produzir planos estratégicos, onde cabe a empresa criar um objetivo maior estratégico para que possa chegar a concluir suas metas .

Fonte: blogdasorganizações

A Imagem da Organização

A imagem de uma organização depende totalmente dos seus processos comunicativos. As organizações têm seus objetivos e para alcançá-los é preciso ter uma boa imagem perante seus públicos de interesse e, se essa for mantida, até crises podem ser evitadas.

A comunicação que ajuda a organização ser bem vista, inicia-se com o público interno (funcionários), pois são eles os principais informantes da organização. Qualquer novidade, boa ou ruim, que ocorra na organização, são eles os primeiros a emitir opiniões, por isso as organizações têm que tomar cuidado com o fluxo de informação dado aos funcionários para que nada chegue sem ser explicado anteriormente. Além de trabalhar a comunicação informal dos funcionários para o público externo, é preciso também cuidar da gratidão desse público interno. Um funcionário contente com a organização não tentará destruir ou deturpar sua imagem.

Após ser estudado o público interno, passamos ao público externo: fornecedores, ativistas, clientes, comunidade, patrocinadores, concorrentes, mídia, entre outros. A diferença é que esse público não está diariamente ao alcance da organização, um boato que chega à dimensão do público externo é muito mais difícil de ser desfeito. Um modo de minimizar os efeitos de um boato ou má notícia é manter sempre um bom relacionamento com a mídia, mesmo em tempos bons, pois quando a organização precisar de um espaço para declarações ou explicações, será mais fácil conseguir. Além disso, levar em consideração tudo que a organização tem como missão, visão e valores é imprescindível, pois é neste ponto que os públicos, tanto interno como externo, perceberão a transparência da organização.

Que fique claro que a comunicação não constrói a imagem de nenhuma organização, ela apenas dá instrumentos e estratégias para que essa imagem seja sempre boa e consiga ultrapassar os obstáculos sem que haja crise.

Fonte: interdinâmica