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segunda-feira, 5 de outubro de 2009


Asociación Latinoamericana de Relaciones Públicas adere ao Movimento de 22 de Novembro
A Asociación Latinoamericana de Relaciones Públicas (ALARP-Internaciona l) e a ALARP-Paraguay, atuamente presididas pelo prof. Tomás Astudillo, que também é diretor do curso de Relações Públicas da Universidad Americana, enviou mensagem de apoio ao movimento de 22 de Novembro, Dia Latino-americano de Luta pela Valorização da Profissão de Relações Públicas.

Já são 6 (seis) entidades latino-americanas apoiando o movimento!


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O Subsecretário de Educação fará a conferência de abertura do evento do dia 22 de novembro em Salvador

O relações-públicas e atual subsecretário de educação da cidade de Salvador Eliezer Cruz fará a conferência de abertura do evento do dia 22 de novembro, que acontecerá no auditório da Federação Baiana de Engenharia, em Salvador.

Além do evento que pretende reunir cerca de 150 pessoas, a organização do movimento está preparando uma ação de assessoria de imprensa e outra no âmbito governamental, envolvendo vereadores das principais cidades da Bahia, bem como deputados estaduais e federais do Estado.

Uma ação publicitária e um flash mob (movimento de rua que envolve pessoas em um determinado ponto da cidade) também estão sendo pensados para compor as ações do movimento deste ano.


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Relações-públicas argentino se solidariza com o movimento

Logo após a cidade de Buenos Aires, capital da Argentina, aderir ao movimento do dia 22 de Novembro, através do relações-públicas Daniel Rabalo, diretor do Grupo Educacional Esba, que mobilizará estudantes e professores do Instituto neste dia de mobilização, o prof. Gabriel Facelta, argentino naturalizado brasileiro e residente no Estado da Bahia, se solidarizou ao movimento e reforçou a união Brasil-Argentina em prol das relações públicas latino-americanas.

Valeu prof. Gabriel, estamos juntos!


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Em 2009 vamos nos mobilizar novamente pelas Relações Públicas, desta vez em nível internacional

Por: Marcello Chamusca e Márcia Carvalhal
Prezados colegas e mestres:

No próximo dia 22 de novembro vamos realizar juntos pela quarta vez uma grande corrente em prol das relações públicas na América Latina.

Em 2006 conseguimos mobilizar mais de 12 estados do Brasil. Em 2007 foram realizados eventos em quase todos os estados da federação, organizados por estudantes e profissionais de todo o país. Em 2008, a nossa manifestação ganhou carater internacional, sendo apoiada por várias instituições da América Latina. Em 2009 a nossa intenção é ampliar a rede, dando ao movimento cunho internacional. O dia 22 de novembro de 2009 será o Dia Latino-americano de Luta pela Valorização da Profissão de Relações Públicas, envolvendo não apenas os colegas e mestres de todos os estados do Brasil, mas também os dos paises da América Latina na luta pela valorização da nossa profissão, nesta data simbólica que já se tornou tão importante para todos nós.

Nesse sentido, gostaríamos de convocar cada um de vocês a estar junto conosco no próximo dia 22 de novembro. Não deixe o seu estado e o seu país fora desse movimento latino-americano pelas relações públicas. No dia 22 de novembro organize um evento com o nosso apoio. Mande agora mesmo um e-mail para mchamusca@gmail. com para que possamos inserir o seu evento na nossa programação de divulgação.

Vamos à luta!


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Participe!
www.22denovembro. rp-bahia. com.br

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Relações públicas une administração e comunicação



A carreira de relações públicas ensina a gerenciar a comunicação interna e externa de diferentes tipos de organizações, sejam elas privadas, públicas ou do terceiro setor. Empresas, ONGs, órgãos do governo, estatais, sindicatos - estas e outras entidades estão dentro da esfera de atuação de um recém-formado da área.

A profissão envolve planejar e pensar estrategicamente as formas de comunicação, de acordo com a coordenadora do curso de relações públicas da USP, Margarida Maria Kunsch.

- As empresas não aceitam mais "improvisar" a forma como falam com a imprensa, com seus clientes, com o governo e a comunidade. Ela quer um bom profissional. Para ser bom, ela cobra que ele conheça e saiba manusear todas as mídias, sejam impressas, digitais e audiovisuais.

Não faltam vagas no mercado. Áreas que estão em expansão na carreira são o gerenciamento de crises - quando um produto sofre um recall, tem má repercussão ou quando há um acidente, por exemplo. Nestes casos, afirma Margarida, cabe ao relações públicas decidir o que o porta-voz da empresa vai falar, quando fala e quem está autorizado a se pronunciar. Ele também redige os comunicados à imprensa.

O monitoramento do que está sendo publicado sobre a organização na internet também é uma seara promissora no mercado. Cresceu muito o número de concursos para relações públicas em estatais nos últimos anos - segundo a coordenadora do curso da USP, o setor estatal paga melhor do que o privado.

No Brasil, são oferecidas 122 graduações em relações públicas, segundo dados do MEC (Ministério da Educação). A duração do curso é de quatro anos e a maior parte deles está concentrada no Sul e Sudeste, notadamente RS, SP e RJ.

Margarida detalha:

- O aluno vai ter matérias de ética, sociologia e psicologia da comunicação nos dois primeiros anos. Mescladas a elas há as mais específicas, como assessoria de imprensa, pesquisa de opinião e comunicação organizacional.

O último ano do curso reserva as disciplinas mais práticas. Os alunos vão estudar gestão estratégica, produção de jornais institucionais e elaboram um projeto experimental.

- O projeto dura seis meses, é um estudo de caso de uma empresa ou organização real. Feito em grupo, o trabalho analisa todos os aspectos relevantes da comunicação da entidade escolhida. Um bom trabalho propõe soluções para problemas encontrados, além de inovações e reduções de custos.

Na maioria das universidades particulares, o projeto experimental é o último trabalho que o estudante vai enfrentar antes de obter o diploma. Nas públicas como a USP, entretanto, o aluno tem ainda uma monografia pela frente.

O estágio, apesar de não ser obrigatório, é "fundamental para conhecer o mercado de trabalho e ter experiência na profissão", diz Margarida, que coordena o curso da USP. A média salarial de um recém-formado, diz ela, é de R$ 2.000 - mas varia conforme a organização em que o profissional trabalha. No setor público, via concurso, os pagamentos podem ser de até R$ 7.500 para início de carreira, afirma Margarida.

Fonte: noticias r7

sábado, 22 de agosto de 2009

Enade 2009 avaliará 15 cursos; prova será dia 8 de novembro




A edição 2009 do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) vai avaliar o desempenho de alunos ingressantes e concluintes de 15 áreas de graduação e de sete cursos tecnológicos. As instituições devem inscrever os alunos participantes até 31 de agosto. As provas serão aplicadas em 8 de novembro.

A participação no Enade é obrigatória. Criado em 2004 para substituir o antigo Provão, o objetivo do exame é avaliar a qualidade dos cursos de graduação das instituições públicas e privadas de ensino superior. O aluno que não comparecer ao exame fica sem diploma ao final do curso.

A partir deste ano, a prova não será aplicada a uma mostra de estudantes, mas para todos os ingressantes e concluintes das áreas avaliadas. Antes o Enade só era obrigatório para uma amostra de alunos selecionados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep).

São considerados alunos do final do primeiro ano do curso aqueles que até 31 de agosto tiverem concluído de 7% a 22% da carga horária. Já os estudantes considerados concluintes são aqueles que até a mesma data tiverem concluído pelo menos 80% da graduação ou tenham condições de concluir o curso no ano letivo de 2009. De acordo com o cronograma do Ministério da Educação (MEC), a lista dos estudantes selecionados para o Enade será divulgada em 10 de setembro.

Os cursos superiores que serão avaliados em 2009 são administração, arquivologia, biblioteconomia, ciências contábeis, ciências econômicas, comunicação social, design, direito, estatística, música, psicologia, relações internacionais, secretariado executivo, teatro e turismo. Já os cursos de tecnologia que participam do exame neste ano são design de moda, gastronomia, gestão de recursos humanos, gestão de turismo, gestão financeira, marketing e processos gerenciais.

Fonte: Agência Brasil

Relações-públicas pode assumir a Sec. de Ciência e Tecnologia da Bahia


É com grande alegria que estamos acompanhando pela imprensa a indicação do relações-públicas baiano e amigo pessoal Eliezer Cruz para assumir a Secretaria de Ciência e Tecnologia do Estado da Bahia. Eliezer é o atual subsecretário de educação de Salvador e vem se destacando pela excelente performance no cargo que ocupa, sobretudo, pelo nível de excelência que tem conseguido conquistar nas relações com os professores, alunos e funcionários da Rede Pública de Ensino.

A sua nomeação, entretanto, não depende apenas da sua competência, pois se fosse essa a questão, certamente, ele já estaria empossado, mas de uma exaustiva negociação política que envolve a sucessão estadual que se aproxima, entre PDT (o seu partido), o PT (do governador Jaques Wagner) e o PMDB (do ministro Geddel Vieira Lima).

A nós, militantes e amantes das relações públicas, resta torcer para que tudo se resolva em favor do nosso colega que tanto tem contribuido para valorização da nossa profissão no Estado da Bahia e que realmente merece essa honraria.

Vale lembrar que Eliezer é um dos poucos baianos que compõem o corpo docente do curso de pós-graduação Especialização Gestão Estratégica em Relações Públicas, que tem ocorrido em Salvador, desde março deste ano, com muito sucesso, para nosso orgulho.

Para acompanhar a caminhada do nosso relações-públicas guerreiro, siga os links:

http://www.bahianoticias.com.br/noticias/noticia/2009/08/18/45805,eliezer-cruz-pode-assumir-secti.html´

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Ainda vale a pena fazer uma faculdade de jornalismo?



O diploma não é mais obrigatório para que uma pessoa trabalhe como jornalista. Mas será que ele ainda é necessário?


Até o dia 17 de junho de 2009, quem quisesse seguir carreira em jornalismo não tinha muita dúvida do que fazer: era preciso graduar-se em comunicação, nem que fosse para obter o diploma e a carteirinha que a lei exigia. Mas, então, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) atenderam a um recurso, protocolado pelo Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão no Estado de São Paulo (Sertesp) e pelo Ministério Público Federal (MPF), que pedia a extinção da obrigatoriedade do diploma na profissão de jornalista.


A decisão gerou um debate: seria o fim do curso superior de jornalismo? Afinal, em teoria, uma pessoa graduada em qualquer área – ou até mesmo sem formação superior – poderá agora começar carreira nas redações. Ainda é difícil saber o que a decisão do STF muda no dia-a-dia do profissional, mas o Guia do Estudante procurou profissionais de grandes empresas, acadêmicos e estudantes para responder esta pergunta. O resultado é que o curso pode ainda valer a pena, desde que se obedeça algumas condições. Leia abaixo o porquê.


O que as faculdades oferecem?


As faculdades de jornalismo buscam dar ao aluno uma formação que o permita contar histórias sobre qualquer assunto e em qualquer meio de comunicação. O aluno precisa passar, em no mínimo quatro anos, por diversas matérias teóricas, como sociologia, teoria da comunicação, semiótica e princípios éticos do jornalismo, além de aprender os aspectos práticos da profissão em laboratórios de redação, edição, fotojornalismo, rádio, TV e internet. Qualquer formação em uma área específica do jornalismo – como economia, ciência, esportes ou política – deve ser obtida em matérias optativas ou por conta própria. Não é raro que estudantes de comunicação se aventurem a fazer uma segunda faculdade para obter esses conhecimentos.


Com o fim do diploma, argumenta-se que grande parte dessa formação poderia ser encontrada de outras formas. Uma graduação em áreas que não o jornalismo daria ao aluno uma boa quantidade de conhecimento sobre a área em que ele quisesse se especializar, e as disciplinas práticas poderiam ser substituídas pela experiência em redações. Qual seria, nesse novo cenário, o diferencial de uma graduação em jornalismo? “A universidade possui um campo de conhecimento teórico, ético e técnico que não se encontra na redação. O aprendizado é mais intenso e aprofundado”, afirma o professor de Jornalismo da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Francisco José Karam, que defende que a faculdade ainda é necessária, nem que seja para dar ao aluno a capacidade de produzir conteúdo sobre qualquer assunto. “A vantagem do jornalista por formação é que seu ponto de partida é aprender a lidar com quaisquer outras áreas de atuação”, diz.


Há, no jornalismo, algo que não é ensinado por outras faculdades?


Sim, e vai desde a ética da profissão até um estilo de texto bastante diferente daquele praticado, por exemplo, por quem faz direito ou filosofia. “Tenho tantos colegas com um texto bom, inteligentes, que falam outras línguas e que não conseguem um emprego na área. Imagina quem não sabe a diferença de um texto escrito para televisão, rádio, revista, jornal ou internet?”, diz a estudante do último ano de Jornalismo da Casper Líbero, Beatriz Côrrea. “Pular o passo da teoria é como abrir o tabuleiro de War, com aquele monte de peças e dados, e tentar jogar sem ter lido as instruções”.


É preciso levar em conta, entretanto, que nem mesmo a faculdade dá conta de ensinar todas as sutilezas do jornalismo. “A universidade desenvolve e lapida o texto, mas não ensina de fato a escrever. Quem tem um texto fraco talvez nunca venha a criar um estilo, mas pode aumentar sua habilidade”, diz o editor-chefe do portal Abril.com, Daniel Tozzi. “O aspecto técnico só será mesmo desenvolvido quando a pessoa for para o mercado. É, aliás, o que acontece na maioria das profissões”.


O mercado vai aceitar pessoas sem diploma?


Sim. A editora de Treinamento da Folha de São Paulo, Ana Estela de Sousa Pinto, afirma que a queda do diploma, na prática, não muda absolutamente nada. “A Folha sempre foi contra o diploma obrigatório, o que não quer dizer que seja contra os cursos nessa área. Cerca de 70% dos nossos profissionais estudaram jornalismo”, diz.


O crescimento do jornalismo pela internet pode até facilitar a entrada de profissionais sem diploma. “Mesmo os mais jovens podem ter conhecimento e experiência na área para levar vantagem, numa seleção, sobre quem tem diploma. Hoje as redações precisam de pessoas que entendam como se relacionar com novas mídias, redes sociais, integrar os veículos em comunidades, etc. Há muitas situações em que não há uma ligação com a vida acadêmica de jornalista”, diz Daniel Tozzi, do Abril.com.


Devo ou não fazer faculdade de jornalismo?


Depende. Todos os entrevistados concordam que ainda existe espaço para os cursos de jornalismo, mas sob certas condições. A primeira delas é que o curso tem que ser bom, o que nem sempre é fácil encontrar. “Um lado bom do fim da obrigatoriedade do diploma é que as faculdades vão ter que reforçar a qualidade do ensino”, diz Francisco Karam, da UFSC. A segunda condição é que, mesmo com o diploma, o jornalista ainda precisará seguir um longo trabalho para continuar melhorar suas habilidades. “Uma faculdade de jornalismo ainda vale, mas só vale se for boa e se o aluno complementar sua formação com muita leitura e interesse pelas áreas em que quer trabalhar”.


Quem, por outro lado, optar por uma formação não-específica em jornalismo, entrará no mercado com uma boa formação no seu campo de interesse, mas precisará se esforçar para adaptar o seu texto ao estilo jornalístico e aprender as técnicas, a teoria e a ética do jornalismo. Isso pode ser obtido de várias maneiras: desde cursos de especialização, a leituras ou estágios em jornalismo. E, qualquer que seja o caminho escolhido, a graduação é só o começo: um jornalista trabalha com informação e, portanto, precisa estudar e se atualizar até o fim da vida.


Fonte: guia do estudante

domingo, 21 de junho de 2009

Gol cria área de comunicação corporativa

Novo departamento, com oito pessoas, irá dar prioridade à comunicação interna com os 17 mil funcionários, mas terá também responsabilidade de comunicação externa.

A companhia aérea brasileira Gol criou uma área de comunicação corporativa, tendo contratado o jornalista carioca Hélio Muniz para assumir a direção do novo departamento, que responderá pela comunicação com os públicos interno e externo, segundo informou o portal Comunique-se.

Com uma equipe de oito pessoas, um dos primeiros desafios será atuar na comunicação interna da empresa, que tem cerca de 17 mil funcionários. Essa função coube, até agora, ao departamento de Recursos Humanos. Além do novo departamento, a empresa conta, ainda, com uma agência terceirizada, a FSB.

Quanto ao novo responsável pela área de comunicação (Hélio Muniz), foi gerente de Relações Públicas da TV Globo e passou pelas redações do Jornal do Brasil, O Globo e O Dia, além de ter atuado como diretor de marketing e conteúdo do iGFinance (Portal iG) e na gerência de imagem institucional da AES Eletropaulo.

Fonte: portugaldigital

O (en)canto do blog


*Paulo Nassar

Os intermediários parecem perder poder, pelo menos no mundo da comunicação. Vê-se enfraquecerem os que fazem o meio de campo entre as chamadas fontes de informação e a sociedade, os veículos de comunicação de massa tradicionais - jornais, revistas, rádios, televisões filhos de uma era em que para se comunicar de maneira ampla eram necessários aparatos tecnológicos identificados a olho nu: grandes antenas retransmissoras ou grandes instalações industriais para abrigar impressoras enormes. Propagandear, vender, entreter, comunicar era sinônimo de especialista, muita máquina e muito fio.

A comunicação agora é intensiva, muito mais leve, mais software. Dispõe de grande oferta de mídias novas, inimigas de especialistas e intermediários. Hoje você acorda com o canto dos blogs e o trinado do twitter.

A era exclusiva do rádio, da televisão e da imprensa escrita passou. O agora comunicativo são todas as eras mais o tempo do Eu-mídia, em que pessoas, empresas e instituições são donas das suas próprias mídias. Um tempo de relações públicas intensivas, em que todos são jornalistas, publicitários e relações-públicas.

Acionistas e famílias proprietárias de mídia do tempo em que poucos eram exclusivamente os emissores de mensagens endereçadas para milhões de receptores, passivos e infantilizados, não gostam do que estão vendo: as novas mídias diretas, que corroem poder, faturamento, jornalismo commodity e a desmoralizada agenda setting.

Hoje, no extremo, todos podem influenciar todos. Afinal, agora, sem intermediários, milhões podem expor seus pontos de vista nesse mundo de controvérsias ambientais, econômicas e sociais. Não há mais unanimidade. Quem não é otimista ou vive uma crise financeira ou profissional vê o caso como barbárie digital.

A Petrobras criou o seu blog e mostrou um caminho sem volta e sem filtros. Logo, muitas outras empresas e instituições repetirão a iniciativa. Diante da mídia da fonte, as redações terão que fazer jornalismo com competência para ser crível: selecionar informações, interpretar e opinar com qualidade. Apenas começa a discussão das regras para a gestão dessa e de outras mídias digitais, que são legais e legitimas, e estão à disposição da comunicação empresarial. Mãos à obra: discutir democraticamente uma nova deontologia, porque McLuhan tinha razão: "o meio é a mensagem".

*Paulo Nassar é professor da Escola de Comunicações e Artes, da Universidade de São Paulo (ECA-USP). Diretor-presidente da Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (ABERJE). Autor de inúmeros livros, entre eles O que é Comunicação Empresarial, A Comunicação da Pequena Empresa, e Tudo é Comunicação.

Fonte: terramagazine

Brasil deixou de exigir curso para se exercer jornalismo

O Supremo Tribunal Federal brasileiro revogou a obrigatoriedade de diploma para o exercício da profissão de jornalista. A medida pode ser alargada a outras actividades. A Globo elogia a medida, mas grupos profissionais criticam-na.

A partir de agora, qualquer pessoa pode ser jornalista no Brasil. Por nove a um, o Supremo Tribunal Federal (STF), revogou a obrigatoriedade de diploma para o exercício da profissão de jornalista. Só o ministro Marco Aurélio Mello votou pela manutenção da lei. O presidente do STF, Gilmar Mendes, relator do caso, votou pela extinção da obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão de jornalista.

Segundo Gilmar Mendes, é diferente para médicos, engenheiros, arquitectos e outras profissões. No caso de jornalistas, não há risco para a sociedade, ou dano irreparável, se uma pessoa sem curso superior específico, nem mesmo sem curso superior, exercer a profissão.

"Quando uma noticia não é verídica ela não será evitada pela exigência de que os jornalistas frequentem um curso de formação. É diferente de um motorista que coloca em risco a colectividade. Não há razão para se acreditar que a exigência do diploma seja a forma mais adequada para evitar o exercício abusivo da profissão", disse.

A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) era a favor da exigência, enquanto a Associação Nacional dos Jornais (ANJ) defendia a tese que foi vencedora.

Gilmar Mendes, disse também que novas categorias profissionais poderão ser desregulamentadas. Mendes não explicitou quais, mas especula-se que a liberalização poderá ser ampla.

O presidente do Supremo deu como exemplo, ao libertar o jornalismo de exigências, que, também na culinária, mais vale o pendor individual do que qualquer curso de formação. A decisão da Justiça afirma que só devem ser regulamentadas profissões nas quais o exercício por leigos causaria dano à sociedade e a pessoas. "Se não houver necessidade de conhecimento científico, vai ser considerada inconstitucional a exigência do diploma também noutras profissões", declarou ainda Gilberto Mendes.

No caso do jornalismo, Mendes citou que, nos blogues já há muita comunicação de notícias, sem qualquer regulamentação. O presidente do STF explicou que, a partir de agora, quem fará o controle será a empresa jornalística.

O maior grupo empresarial brasileiro, a Globo, expediu comunicado no qual elogia o fim da exigência de diploma. Já o presidente da Associação Brasileira de Imprensa, Maurício Azedo, qualificou a decisão como "um retrocesso".

sexta-feira, 19 de junho de 2009

O último a sair, por favor, apague a luz!!!


Depois da queda da obrigatoriedade do diploma de jornalismo, agora só falta derrubar a de relações públicas.


Marcello Chamusca *


Após a decisão do Supremo Tribunal Federal que derrubou a obrigatoriedade do diploma de graduação para o exercício da profissão de jornalismo, muitas opiniões contra e a favor surgiram sobre o tema. Até a “toda poderosa” Rede Globo se manifestou, como sempre, a favor da maré. Nesse âmbito, o discurso que emerge e que vem com força é o da desregulamentação geral das subáreas de comunicação, baseado no forte argumento da adequação das profissões aos novos tempos e aos novos padrões de “produção”, “consumo” e “distribuição” de informação na sociedade digital.

Há muito se fala em desregulamentar a profissão de relações públicas no Brasil, com base no entendimento de que a profissão tem mais legitimidade e reconhecimento social e de mercado nos países em que não é regulamentada. Mas os principais argumentos dos que eram contra, se apoiavam na questão de que se desregulamentar fosse bom os jornalistas não estavam lutando para criar um conselho e acirrar mais ainda a sua regulamentação. Com o “primo rico” se modernizando, não deve restar alternativa para os relações-públicas brasileiros, a não ser tirar a Carta de Atibaia do baú e começar a pensar em desativar os amorfos conselhos regionais e federal, que pouco têm feito pela categoria, se quiserem sair com alguma dignidade desse processo.

Se a regulamentação e a fiscalização realizada pelos conselhos não estão garantindo nenhum benefício para a profissão e para os profissionais, visto que o reconhecimento social e de mercado não existem no país e a reserva de mercado não é mais possível na conjuntura do novo mundo, a pergunta que começa a emergir é: qual a função do conselho de relações públicas no Brasil, além da de me deixar mais pobre em algumas centenas de reais por ano? Não é a toa que a maioria absoluta dos pensadores das relações públicas brasileiras é a favor da desregulamentação há muitos anos. E será que existe outra saída digna? Bom, o último a sair, por favor, apague a luz!!!

* Coordenador do Curso de Pós-graduação Gestão Estratégica da Faculdade Batista Brasileira (FBB); Coordenador dos Cursos de Relações Públicas e Publicidade e Propaganda da Faculdade Isaac Newton (FACINE); Diretor do Portal RP-Bahia (www.rp-bahia.com.br).

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Por que a produção científica nacional aumentou?

Rogerio Meneghini explica a elevação de 56% no número de artigos científicos publicados por pesquisadores brasileiros na base de dados do ISI.

Em texto publicado hoje na seção Tendências/Debates do jornal Folha de S.Paulo, Rogerio Meneghini, coordenador científico da biblioteca eletrônica SciELO Brasil e especialista em cienciometria, explicou por que o número de artigos científicos escritos por pesquisadores brasileiros aumentou 56% na base internacional de dados Thomson Reuters-ISI entre 2007 e 2008. Segundo Meneghini, o aumento é real, mas se deve basicamente ao fato de mais revistas científicas nacionais terem sido recentemente incorporadas à base Web of Science-ISI, utilizada nesse levantamento.

"Em 2006, eram 26 (revistas). Essa quantidade passou para 63 em 2007 e para 103 em 2008. Um aumento insólito, em contexto mundial: o número quadruplicou em dois anos! Qual seria a explicação para isso? " escreveu Meneghini no diário paulista. "A Thomson Reuters-ISI é uma empresa comercial, visando lucro, mas buscando manter a imagem de indexar o núcleo das melhores revistas científicas do mundo (10 mil entre 100 mil). Segundo a própria empresa, a sua política de seleção continua sendo a de medir o impacto por meio das citações dos artigos das revistas, mas iniciou um procedimento de espraiar o universo das revistas do ponto de vista regional e temático. O Brasil certamente marcou ponto nos três itens. Com isso, o número de artigos em suas revistas aumentou de 4.056, em 2007, para 12.502, em 2008".

sábado, 9 de maio de 2009

Produção científica cresce 56% no Brasil

País foi o que teve maior aumento no número de artigos publicados entre 2007 e 2008, subindo de 15º para 13º no ranking

Análise de qualidade da ciência nacional, porém, mostra desempenho abaixo da média mundial em total de citações em 21 áreas.

De 2007 para 2008, a produção científica brasileira cresceu 56% e o país passou da 15ª para a 13ª colocação no ranking mundial de artigos publicados em revistas especializadas.

No entanto, a qualidade dessa produção -medida pelo número de citações que um artigo gera após ser publicado- continua abaixo da média mundial.

Os dados que mostram o crescimento da produção científica brasileira foram divulgados ontem pelo ministro da Educação, Fernando Haddad, em evento na Academia Brasileira de Ciências no Rio, e foram produzidos a partir da base de dados Thomson-ISI.

Já a informação sobre o impacto da produção acadêmica brasileira consta do site do instituto Thomson Reuters (sciencewatch.com/dr/sci/09/may3-092). Os dados mais recentes foram divulgados no dia 3 deste mês.

No aspecto quantitativo, o Brasil foi o país que mais cresceu na lista das 20 nações com mais artigos publicados em periódicos científicos indexados pelo ISI. Em 2008, 30.145 artigos de instituições brasileiras foram aceitos nessas publicações. Em 2007, esse número era de 19.436.

Com o crescimento, o Brasil ultrapassou Rússia e Holanda no ranking. Esses 30 mil artigos representam 2,12% da produção mundial.

Fonte: Folha de São Paulo

sexta-feira, 8 de maio de 2009

O CONRERP 3ª Região nomeou Eliezer Cruz como Delegado no Estado da Bahia

Valdeci Ferreira e Eliezer Cruz se cumprimentam após
nomeação e posse em frente às Bandeiras dos Estados
que compõe a 3ª Região na Sede do CONRERP 3ª Região.

Presidente Valdeci Ferreira, Delegado Eliezer Cruz
e Assitente Executiva Maria Inês


O CONRERP 3ª Região, no dia 04 de maio de 2009, em sua Sede em Belo Horizonte, nomeou Eliezer Cruz como Delegado no Estado da Bahia para representar o Conselho nas demandas de interesse dos Registrados Baianos e desenvolver processos para implantação da Delegacia na Cidade de Salvador.

Eliezer Cruz, que também é Sub-Secretário de Educação Municipal de Salvador foi escolhido a partir do processo de mobilização que tem como membros Profissionais de Relações Públicas da Bahia.

Apesar de ser a nomeação ato de Conselho, o CONRERP se baseou na importância de ter um representante que possibilitasse convergência entre questões normativas, demandas dos profissionais, capacidade de articulação e experiência em Administração Pública de Recursos.

A Diretoria do CONRERP 3ª Região, desde junho de 2008, vem se esforçando para possibilitar a nomeação, mas esse ato só foi possível com o empenho e co-responsabilidade das pessoas envolvidas diretamente nessa missão. São elas:

Marcelo Gentil, Sheila Vasconcelos, Anne Brito, Elísio Lopes e Andrea Ventura.

Com a nomeação, o CONRERP 3ª Região acredita também que será possível promover eventos a exemplo dos que ocorrem em Belo Horizonte como é o caso do RP em DIA, Ciclo de Palestras e Cursos.

Como a 3ª Região é composta pelos Estados de Minas Gerais, Bahia e Espírito Santo, a Diretoria do CONRERP 3ª Região também está tentando desenvolver o mesmo processo para o Estado Capixaba e já articula com representantes da Cidade de Vitória o crescimento desse movimento.

Para os próximos dias será divulgada agenda de eventos e reuniões para ampliar a participação de profissionais na implantação da Delegacia Baiana.


quarta-feira, 15 de abril de 2009

Kal Penn é o novo Relações Públicas de Obama

Ator deixa de lado o papel na série House e assume cargo de relações públicas no governo norte-americano.

Kal Penn como o Dr. Lawrence Kutner, da série House; o ator trabalhará agora no Departamento de Relações Públicas da Presidência dos EUA

O ator Kal Penn foi contratado para compor a equipe governamental de Barack Obama. Conhecido por dar vida ao Dr. Lawrence Kutner na série House e por ter atuado em filmes como Superman: O Retorno, Penn agora será um dos diretores do Departamento de Relações Públicas da Presidência, atuando junto aos grupos de comunicação dos EUA.

À revista Entertainment Weekly, Kal Penn disse que ama o que faz como ator, mas que sempre teve muito interesse no balanço entre as artes e o serviço público. "Acho que essa é a hora certa de deixar a atuação de lado e partir para um caminho diferente. Não há um retorno financeiro muito grande nisso, mas obviamente a oportunidade de servir em uma função como essa é uma honra gigantesca", declarou.

"O Departamento de Relações Públicas da Presidência é a porta da frente da Casa Branca. É lá que são desfeitos os nós entre a população e o governo", finalizou.

Atualmente, Penn está cursando finanças internacionais na Universidade de Stanford, na Califórina. Durante a campanha de Obama à presidência, militou no comitê nacional de políticas destinadas às artes.