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quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Relações Públicas precisam de institucionalização

O maior desafio contemporâneo da área de Relações Públicas é a necessidade de sua institucionalização como fundamental para a gestão estratégica das organizações. Essa é a opinião do consultor e pesquisador norte-americano James Grunig - um dos grandes gurus da comunicação corporativa mundial - manifestada em uma série de compromissos com executivos, professores e profissionais brasileiros na primeira semana de agosto de 2009 em São Paulo/SP. Ele esteve no país com a proposta de lançar seu primeiro livro junto a uma editora nacional, intitulado "Relações Públicas: Teoria, Contexto e Relacionamentos", escrito em co-autoria com os professores Maria Aparecida Ferrari e Fábio França. O evento oficial, organizado pela Difusão Editora, contou ainda com a palestra "Como sobreviver em contextos vulneráveis - As Relações Públicas como estratégia de relacionamentos", e aconteceu no dia 6 de agosto no auditório da FAPCOM na capital paulista.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Face-a-face é o grande recurso na comunicação interna das organizações

O 13º ano de realização da Conferência Anual de Comunicação Interna da International Business Communications/IBC, integrante do Informa Group, teve um denominador comum: ainda que seja irrecusável a instauração gradativa de canais de interface digital para otimização de relacionamento com os empregados, está havendo uma forte redescoberta da potencialidade do diálogo presencial entre as equipes. Entre os cases relatados, os retornos de maior repercussão advêm de instrumentos que privilegiam contato direto com chefias, sem as estruturas rígidas da hierarquia e burocracia organizacionais. As palestras, com platéia superior a 100 profissionais de vários estados brasileiros, foram desenvolvidas nos dias 23 e 24 de junho de 2009 no Hotel Paulista Plaza em São Paulo/SP.

Matéria na íntegra, acesse: http://www.mundorp.com.br/cobertura-ibccominterna09.asp

terça-feira, 14 de julho de 2009

Blogs e messengers na produtividade

por Margareth Carneiro (*)

Não há exemplo melhor para falarmos sobre comunicação na área de projetos do que a história do Sultão e seus conselheiros.

Um rico e poderoso sultão, certa noite, sonhou que havia perdido todos os dentes. Preocupado, ele mandou chamar seus dois conselheiros mais sábios. Ao perguntar para seus eles o que significava o intrigante sonho o primeiro lhe falou, “todos da sua família morrerão antes de vossa alteza!” O sultão, transtornado e furioso, mandou para a masmorra o insensível e agourento sábio. O segundo, ao ser consultado disse: ”este sonho quer dizer que o senhor terá uma vida muito longa”. Satisfeito com a resposta o sultão concedeu um polpudo prêmio por sua sabedoria.

Ambos os sábios escolheram palavras e formas diferentes para dizer a mesma coisa ao sultão. No entanto, a forma como as coisas são ditas, por mais corretas e precisas que estejam, podem desencadear as mais diversas reações nas pessoas. Portanto, na comunicação existe um aspecto comportamental muito importante que não pode ser negligenciado pelo líder.

No mundo corporativo, principalmente na área de gestão de projetos em que a realização de todas as atividades com prazo, qualidade e custos desejados é fundamental, a comunicação é essencial para que as “engrenagens” funcionem de forma harmônica e no tempo necessário.

Como gerenciar informações geradas nos projetos
O primeiro passo é planejar a comunicação. O processo não pode simplesmente acontecer. O gestor e sua equipe devem definir como irá ocorrer. É claro que é inevitável as pessoas conversarem, trocarem idéias, mas a comunicação oficial do projeto deve ser bem definida e clara para evitar ruídos e desentendimentos.

Portanto, para planejar a comunicação em projetos devemos pensar nos objetivos, nas reuniões que teremos, nas mensagens e documentos que serão gerados e trafegados durante toda a sua execução, nas estratégias de comunicação, na temporalidade da comunicação, mídias utilizadas e após o término do projeto, o arquivamento de todo conteúdo gerado.

Atualmente temos tecnologia que apóia sensivelmente essa comunicação tais como blogs, portais, intranets, sistemas de gerenciamento de projetos, e-mails, instant messengers e outros dispositivos. Mas tais avanços e facilidades podem facilmente se transformar em problemas de over communication. Quem não recebe emails em demasia? Quem não recebe e-mails com documentos anexados de páginas e páginas? Utilizar apropriadamente as mídias e tecnologias disponíveis é fundamental para se obter o desejo e o comprometimento dos elementos do projeto. De acordo com Bill Quirke, consultor inglês e autor do livro “Communicating Change”, existe uma mídia apropriada para cada tipo de comprometimento necessário.

E-mail é ferramenta de trabalho essencial
Um bom exemplo é o famoso e-mail, que é muito bom para conscientização (ou seja, recebo um e-mail e tenho noção do assunto). As pessoas recebem e-mails ou boletins de informações e ficarão conscientes das ações executadas pela equipe, mas nem sempre passar um email é ter o comprometimento e engajamento necessários.

Quando se pretende um envolvimento no assunto, é necessário fazer algo presencial ou interativo, como reuniões ou conferências para a troca de informações e geração de idéias e conhecimento. Portanto, o uso apropriado de midias de comunicacao tem o poder de gerar o envolvimento e o comprometimento das equipes.

Se planejar a comunicação é fundamental, de nada vai adiantar se não nos preocuparmos se todas as etapas deste processo foram bem executadas. As informações devem ser geradas no tempo apropriado, enviadas ao público alvo sem ruídos e conforme o planejado. Manter o status do projeto atualizado, com informações consistentes e atualizadas, é fundamental para a boa gestão de um projeto.

Ao mesmo tempo, manter as reuniões produtivas é instrumento vital para manter o projeto em um ritmo desejado e executar correção de eventuais desvios que possam ocorrer. Vale lembrar que persistência e disciplina ajudam muito para a manutenção da comunicação. Esta comunicação ainda é fundamental no encerramento de projetos. Todos os documentos gerados devem estar sistematizados e guardados.

Ao final deve-se fazer um relatório e sistematizar as lições aprendidas coletadas durante o projeto, dessa forma erros passados não serão cometidos e futuras execuções de projetos serão mais dinâmicas e eficientes.

(*) Margareth Carneiro é PMP e MSc, co-autora dos livros Gerenciamento das Comunicações em Projetos, da Ed. FGV e Projetos Brasileiros - Casos reais de Gerenciamento, da Ed. Brasport. e Diretora de Gerenciamento de Projetos da Compass International.

Fonte: PC Magazine

domingo, 12 de julho de 2009

Comunicação em Projetos: Como superar a visão mecanicista


Comunicação e projetos: dois substantivos que quando se relacionam na dinâmica da Gestão de Projetos quase sempre criam “ruídos” em detrimento de uma comunicação eficaz. Causam entropia.

Apesar de estar associada necessariamente ao sucesso ou ao fracasso de um projeto, considerada como Fator Crítico de Sucesso (FCS) por diversos especialistas em gerenciamento de projetos, a comunicação em projetos é ainda bastante negligenciada pela maioria dos gestores desses empreendimentos e pelas áreas de comunicação das organizações, conforme apontam as pesquisas.

Análise detalhada da série histórica da pesquisa de benchmarking realizada pelo Project Management Institute (PMI) no Brasil com gestores de projetos de diversos segmentos econômicos, evidência a dificuldade deste “diálogo”:

No ano de 2003, o não alinhamento das expectativas do cliente em relação à realidade do projeto foi considerado a principal causa de insucesso em projetos, o que indica problemas no planejamento da comunicação. A pesquisa de 2004 ressaltou que 70% dos participantes consideraram que os problemas ocorridos em projetos têm suas raízes ligadas às questões de comunicação. De 2005 a 2008 a comunicação foi reiteradamente considerada como o problema mais freqüente no gerenciamento de projetos.

Um olhar investigativo sobre as organizações participantes desta enquete mostra que um grande número delas possui setores de comunicação interna (que em alguns casos participam do Prêmio ABERJE) com múltiplas competências que poderiam contribuir para o sucesso na execução desses empreendimentos. Pelos dados da pesquisa isso não vem ocorrendo.

É um contra-senso perto de todos os avanços e conquistas da comunicação corporativa. Reconhecida como elemento estratégico para a competitividade das organizações, estruturada de forma multidisciplinar, baseada em métodos e técnicas de relações públicas, pesquisa, marketing, publicidade, propaganda, jornalismo, promoções e recursos humanos ela é “tão fundamental que o envolvimento dos principais gestores de uma empresa em seu management transformou-se em vantagem competitiva”. Porém, à luz das necessidades dos gestores de projetos, a comunicação ainda é um grande problema.

Diante deste dilema, cabe perguntar: se a comunicação é tão importante para o sucesso dos projetos, reconhecida pelos seus próprios gestores como fator crítico de sucesso na implantação dos empreendimentos, capaz de auxiliar no controle do escopo, tempo e custo, por que motivo, durante todos esses anos em que a pesquisa de benchmarking vem sendo realizada, esta questão se repete? É um problema da formação dos gestores de projetos ou uma desfuncionalidade da comunicação?

Qualquer escuta pró-ativa desse “falatório” nas organizações, ou melhor, da relação entre a comunicação e a gestão de projetos, exige uma adequação do olhar nos moldes do que foi preconizado pelo filósofo da ciência Thomas Kuhn. Estamos diante de uma nova realidade? Um novo paradigma? Quando isso ocorre, temos que questionar nossas verdades, desestruturar modelos, redefinir pensamentos, alinhar nossas emoções para evitar a repetição, calibrar o olhar e ver a diferença.

É possível que o principal problema para se criar uma cultura eficaz voltada para a elaboração, implantação e controle dos processos de comunicação em projetos seja a própria “comunicação”. Vivemos em uma sociedade com excesso de “comunicação”. O gestor do projeto e sua equipe praticam “comunicação”. É esta “comunicação” que constrói escopo, segmenta stakeholders, informa os riscos, cobra resultados e integra as equipes. É esta mesma “comunicação” que divulga a ausência de uma “comunicação eficaz”. No mundo onde “tudo é comunicação”, a negativa desta sentença neutraliza a maioria das heróicas tentativas de sucesso da comunicação.

Não se trata de falta de competência da comunicação, mas de uma reflexão crítica sobre esse “lugar” (projetos) em que esta comunicação se realiza. Provavelmente, os conhecimentos e o modelo atual de comunicação utilizado em projetos não respondem aos novos desafios das organizações projetizadas. Os paradigmas atuais cegam nossa percepção evitando que o cérebro processe uma nova alquimia.

Fonte: www.aberje.com.br

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Como se procede a Assessoria de Comunicação?

A comunicação organizacional deve ser feita por um profissional da área de comunicação social, seja qual for à habilitação que é Publicidade e Propaganda, Jornalismo ou Relações Públicas, até porque estas disciplinas concordam entre si muito mais neste caso. Não confundir assessoria de imprensa com assessoria de comunicação, até porque a assessoria de imprensa é uma parte em determinado momento da assessoria de comunicação.

O profissional deve primeiramente vender ao empreendedor ou ao mantenedor de uma instituição a importância de uma comunicação interna e seus benefícios. Isto pode ser através de vínculos empregatício, como através de uma empresa de assessoria de comunicação que pode ser uma agência de publicidade, de comunicação ou como free lance, ou seja, autônomo. Deve analisar a empresa num todo e depois vender ao público interno a importância da comunicação e instalar a assessoria na base de um endomarketing que é o mesmo processo do marketing, só que interno. Criam-se projetos, planos e ações dentro da realidade da empresa que venha mobilizar e motivar o corpo funcional, tirando-os do envolvimento para colocá-los no comprometimento. É uma reengenharia cultural.

Criam-se meios de comunicação interno que vão desde um memorando até sistemas gráficos e eletrônicos. Produzem-se tablóides, constroem-se murais, criam-se cartazes, fazem-se reuniões, encontros, sistema de circuito interno de TV ou rádio interna, enfim, tudo vai de acordo com a realidade da empresa tanto economicamente, quanto em relação à quantidade de colaboradores internos, espaço físico ou outras questões a serem levadas em conta, mas dá-se para realizar comunicação interna em empresas de qualquer tamanho. Temos que levar em conta que a comunicação interna ajuda e em muito a construção da comunicação externa.

A INTERFACE DA COMUNICAÇÃO ORGANIZACIONAL

A comunicação interna integra o conjunto em primeiro momento, porém serve também para afinar-se com o discurso externo da empresa. Por exemplo, é recomendável que cada ação externa seja comunicada, explicada e incorporada pelo ambiente organizacional. Os colaboradores internos devem sempre saber das ações da empresa no mercado organizacional de consumo. A comunicação organizacional refere-se à comunicação interna que em determinado momento colabora para a comunicação externa.

EMPREENDENDO NA COMUNICAÇÃO ORGANIZACIONAL

Existem várias possibilidades de se prestar serviços de assessorias de comunicação organizacional. Por vínculo empregatício o profissional de comunicação tem que montar um departamento na empresa e sintonizar-se com a mesma. Como free lance ou por uma empresa de comunicação o profissional deve estar em constante sintonia com a empresa. De qualquer forma, tudo começa com o conhecimento e análise da empresa que se vai assessorar. Fazem-se pesquisas com o corpo funcional, cria-se um sistema de mídia, projetam-se planos e ações para desenvolver a comunicação que sempre será o objetivo de resolver problemas organizacionais. A busca de informações é o celeiro que alimentará os projetos e elas devem ser localizadas dentro e fora da empresa. Dentro, em seus departamentos e nos funcionários e fora no discurso dos concorrentes, nas publicidades, feiras, enfim, em tudo que é exposto.

Fonte: fejesp.org

domingo, 7 de junho de 2009

Comunicação Empresarial : Um Ingrediente Para O Sucesso

Atualmente, em virtude dos novos tempos e da mudança do cenário competitivo mundial, observamos que as empresas têm investido, pesadamente, em treinamentos como alternativa para melhorar o desempenho de seus colaboradores e se manterem no mercado.

Hoje -na era da informação - conhecimento, talento e experiência não são mais suficientes para assegurar um bom resultado; as empresas descobriram que é necessária uma boa comunicação.Descobriu-se que, neste novo ambiente, a consolidação de um ambiente aberto a diálogos deve ser considerada por se tratar de um fator fundamental para o sucesso empresarial.

Os resultados positivos só serão alcançados através do conhecimento e do comprometimento, o que só é possível em um ambiente cujo foco são as pessoas.Caberá, daqui para frente, aos gestores e profissionais de Recursos Humanos, entenderem mais do ser humano e, a partir de então, formar as equipes que estarão, verdadeiramente, comprometidas com os objetivos e as estratégias da organização.

A comunicação é fator de satisfação.É sabido que não existe método mais eficaz para se influenciar as pessoas que uma boa conversa. Pessoas gostam de se sentirem úteis, de participar, de se sentirem envolvidas e, principalmente de reconhecimento.

O profissional deve estar capacitado ao exercício de suas atividades. Nenhum profissional gosta de se sentir à margem do que acontece na empresa.

Todos gostam de estar bem informados. A ausência e/ou o desencontro das informações levam à desmotivação, ao descomprometimento, rivalidade, perda da qualidade e redução nos índices de produtividade.

A comunicação tem como objetivo estabelecer e facilitar a execução das atividades de todos.Existem vários canais de comunicação que podem e dever ser utilizados; desde uma simples conversa, cujo diálogo seja aberto e franco, a boletins internos, revistas, murais, reuniões periódicas grupos de reflexão, treinamentos internos e externos, enfim, programas que visem, além da troca de idéias e informações, a convivência com as diferenças, extirpando, de forma antecipada, a existência da “Rádio Peão”.

Os investimentos no aperfeiçoamento da comunicação entre empresa/funcionários e funcionários/funcionários, clientes e fornecedores não são ou serão tidas como despesas e sim como investimentos que trarão receitas para as empresas.Assim a partir do momento em que esta troca estiver estabelecida entre organização e colaboradores todos sairão ganhando.

Fonte: artigonal

domingo, 24 de maio de 2009

A Imagem da Organização

A imagem de uma organização depende totalmente dos seus processos comunicativos. As organizações têm seus objetivos e para alcançá-los é preciso ter uma boa imagem perante seus públicos de interesse e, se essa for mantida, até crises podem ser evitadas.

A comunicação que ajuda a organização ser bem vista, inicia-se com o público interno (funcionários), pois são eles os principais informantes da organização. Qualquer novidade, boa ou ruim, que ocorra na organização, são eles os primeiros a emitir opiniões, por isso as organizações têm que tomar cuidado com o fluxo de informação dado aos funcionários para que nada chegue sem ser explicado anteriormente. Além de trabalhar a comunicação informal dos funcionários para o público externo, é preciso também cuidar da gratidão desse público interno. Um funcionário contente com a organização não tentará destruir ou deturpar sua imagem.

Após ser estudado o público interno, passamos ao público externo: fornecedores, ativistas, clientes, comunidade, patrocinadores, concorrentes, mídia, entre outros. A diferença é que esse público não está diariamente ao alcance da organização, um boato que chega à dimensão do público externo é muito mais difícil de ser desfeito. Um modo de minimizar os efeitos de um boato ou má notícia é manter sempre um bom relacionamento com a mídia, mesmo em tempos bons, pois quando a organização precisar de um espaço para declarações ou explicações, será mais fácil conseguir. Além disso, levar em consideração tudo que a organização tem como missão, visão e valores é imprescindível, pois é neste ponto que os públicos, tanto interno como externo, perceberão a transparência da organização.

Que fique claro que a comunicação não constrói a imagem de nenhuma organização, ela apenas dá instrumentos e estratégias para que essa imagem seja sempre boa e consiga ultrapassar os obstáculos sem que haja crise.

Fonte: interdinâmica

sexta-feira, 22 de maio de 2009

O Uso da Comunicação


Para se fazer COMUNICAÇÃO e alcançar o melhor resultado dentro de uma organização, com uma visão estratégica de mercado a orientar é alinhada com diversas áreas para oferecer uma solução completa em comunicação. Observa-se todas essas áreas e é necessário que trabalhem junto, pois a organização como um todo será beneficiada.

A comunicação atualmente vem se tornando um desefio muito grande nas empresas hoje em dia.Principalmente porque a comunicação é o alvo das pessoas dentro de uma organização. Todos querem te-la na empresa, pois para que a empresa caminhe sem erros é necessário que seus funcionários estejam satisfeitos, e o mais importante, muito bem informados quanto as informações que percorrem na empresa, pois a conquista dos clientes ocorre através de seus funcionários satisfeitos.

Ou seja para que os funcionários mantenha a comunicação com o público de interesse é necessário estar satisfeito para que a imagem que é passada por eles em si seja boa e se fortaleça, visando a imagem ética da empresa, transparente e acima de tudo que reconheça seus funcionários.

O profissional de comunicação tem o papel de estrategista, com uma visão ampla, cabe a eles analisar e implementar programas para que o processo de comunicação não falhe nunca.
O mais importante é investir em uma comunicação integrada, na qual juntamente atuem a comunicação institucional, mercadológica e interna trabalhando juntas de forma sinérgica.
É necessário fazer bom uso da comunicação, na hora certa, pela pessoa certa.

As atividades de uma comunicação empresarial retratam o cuidado com a imagem da Organização. Em ambiente de trabalho tem que haver interação pessoal, os funcionários precisam ser motivados para que o desenpenho e até mesmo os lucros da empresa creçam.

“A palavra é metade de quem a pronuncia e metade de quem a ouve” ( Michel Montaigne )

Frase de Michel Montaigne que exemplifica que devemos cuidar e saber usar muito bem a comunicação.

Por isso é necessário que os funcionários estejam a par de todos os acontecimento dentro da empresa para que as informações não percorram de forma a prejudicar a "imagem" da empresa.

É por isso que se diz que um Relações Públicas é o porta-voz da organização, os profissionais precisam ser treinados para a informação ser passada de maneira correta.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Comunicação Corporativa: o caminho para o sucesso ou fracasso empresarial


Paulo Kendzerski

Uma Comunicação Corporativa eficiente pode mudar o rumo de uma empresa. Pode transformar a empresa num grande sucesso de mercado ou pode acabar com uma empresa, mesmo que tenha bons produtos ou serviços.

Uma pesquisa do SEBRAE aponta que apenas 0,03% das micro e pequenas empresas investem em Comunicação no Brasil. Este dado impressionante nos mostra o grau de despreparo das empresas. Muitas nascem da vontade de empreender de uma pessoa ou mesmo da necessidade momentânea, pois ao perder um emprego muitas vezes a única saída é investir no seu próprio negócio, devido as dificuldades impostas pelo mercado na hora da recolocação deste profissional.

E nestes casos falta conhecimento deste empreendedor que não basta ter um bom produto ou serviço. É necessário saber comunicar isto ao mercado. Na maioria das vezes o empresário acaba investindo somente em publicidade por não conhecer as inúmeras possibilidades que uma Comunicação Corporativa eficiente pode gerar.

Vamos abordar neste artigo como o uso da Comunicação Corporativa pode gerar inúmeros benefícios e o retorno que esta comunicação traz para as empresas com investimento reduzido. Principalmente, graças ao surgimento da Internet que aproximou os Mercados.

Uma boa Estratégia de Comunicação Corporativa pode, externamente, ajudar a posicionar a empresa junto aos seus potenciais clientes e, internamente, motivar os próprios colaboradores a uma ação mais produtiva. Toda vez que a empresa onde este colaborador trabalha é citada nos veículos de comunicação a sua satisfação é tão grande quanto do próprio empresário.

E esta satisfação resulta numa maior produtividade, pois todos gostam de trabalhar numa empresa que tem visibilidade no mercado e goza de um bom conceito.

Na pesquisa citada acima, foi identificado que existem vários mitos que impedem os empresários de investir em Comunicação. Acreditar que a Comunicação é somente para as grandes empresas é o principal deles. E hoje, isto não é verdade, pois com a Internet pequenas empresas conseguem ter espaços nos veículos, independentemente se são grandes anunciantes ou não destes veículos. O que importa neste caso é se a Comunicação desta empresa irá trazer algo de novidade para o Mercado.

Na própria pesquisa constatou-se que uma empresa só será grande se souber utilizar a Comunicação Corporativa como aliada da sua Estratégia Empresarial.

Uma boa Comunicação pode ajudar a construir a reputação de uma empresa; a posicionar a “marca” na mente do consumidor; ajuda a agregar valor ao produto e ao negócio; ajuda a oferecer informações da empresa ao mercado e gera atitude favorável dos diversos segmentos de público para as iniciativas da empresa.

Dentro da Comunicação Corporativa, a empresa precisar ter em mente que ela só irá funcionar se atingir todo o seu público-alvo. A Comunicação Institucional, interna e a de Marketing são ações que necessitam estar integradas, visando manter a uniformidade. Muitas vezes observamos determinada empresa utilizar formas diferentes de comunicação, até com vários fornecedores. Isto acaba confundindo a mente do consumidor.

Ao optar por investir em Comunicação Corporativa, a empresa precisa definir quem será responsável pela produção desta comunicação. Qual será a freqüência desta comunicação, evitando que o mercado receba muita informação que pode ser importante mas se torna comum para estes veículos, tal o volume de “novidades” enviados aos veículos.

E principalmente de que forma a empresa irá medir o resultado desta Comunicação. É importante saber qual o impacto que esta Comunicação está causando no mercado Seja impacto negativo, positivo e/ou neutro.

Importante ressaltar que muitas vezes, notícias do seu segmento, como pesquisas de mercado, eventos, artigos, lançamento de produtos inovadores, poderá gerar uma exposição tão grande que o retorno será muitas vezes superiores a publicidade que a empresa costuma utilizar com grandes investimentos. E para alcançar este sucesso, basta a empresa “saber” utilizar de forma correta esta Comunicação.

A própria exposição da empresa, não como anunciante, mas como fornecedora de informações do seu mercado, acaba gerando um retorno fantástico num mundo cada mais cercado de Marcas e produtos muito parecidos e com as grandes empresas utilizando a Publicidade para se fortalecer no Mercado.

E para concorrer neste mercado é necessário não só ser inovador e eficiente. É necessário saber se Comunicar...

* Paulo Kendzerski é diretor de marketing da WBI Brasil. Contatos: (51) 3233.1771 e-mail: paulo@wbibrasil.com.br ou pelo site http://www.wbibrasil.com.br/

Fonte: peabirus

Comunicação: estratégia de sobrevivência

Clarice Pereira

Todos querem e precisam crescer, aparecer, vender, conseguir ultrapassar os concorrentes e manter a sustentabilidade de seus negócios.

Os instrumentos de comunicação permitem construir e melhorar a imagem de uma empresa, entidades e pessoas até conquistar de novos consumidores, novos seguidores. Também possibilita que as empresas posicionem-se em seu mercado de atuação. Alcançar a meta desejada depende de uma estratégia bem elaborada e que caiba no bolso do investidor. Para ser estratégica, a comunicação deve obrigatoriamente estar alinhada ao pensamento, aos negócios e aos objetivos do empreendimento.

Pode parecer uma premissa contraditória, mas em tempos de desaceleração da economia, o primeiro pensamento do empresário é cortar custos e despesas. Inversamente do que propomos para ganhar mercado, as primeiras reduções normalmente recaem sobre os investimentos em comunicação. Os cortes atingem até mesmo aquelas ações mínimas, básicas, como o material de vendas: um folder ou um catálogo de vendas. Essas reduções acontecem, garantem os administradores, para que as empresas ganhem fôlego financeiro e continuem custeando aquilo que acreditam ser realmente necessário à sua permanência.

De uma hora para outra, a comunicação que devia ser estratégica, passa a ser vista como se não fosse primordial e responsável por manter as receitas no azul. Sob esta análise, o que garantirá que os serviços e produtos continuem a serem vistos e adquiridos?

Lembremos que são as ferramentas de marketing mercadológico responsáveis pela colocação de produtos e serviços. "A propaganda é a alma do negócio", diriam os publicitários. E o que vende uma imagem, senão as ferramentas de comunicação institucional?

A comunicação não pode ser vista como um custo desnecessário e sim como um investimento para alcançar clientes e permanecer longeva. Não fosse esse o caso, marcas como Coca-cola ou Microsoft poderiam se dar ao luxo de não mais investir em estratégias de comunicação de massa.

Defendo que a comunicação não pode ser tratada de forma secundária! Caso não seja possível manter-se como um exímio anunciante em cadeia nacional e investir cifras vultuosas em campanha publicitárias, ainda pode-se pensar em formas mais baratas e criativas, que nem por isso, deixam de ser funcionais.

Vamos fazer a lição de casa: como anda o seu banco de dados? Atualizado? Você pode fazer uma simples campanha, sem grandes investimentos, distribuindo e-mail marketing aos seus clientes ou enviando uma newsletter para as pessoas de seu relacionamento! Como está o seu canal de vendas pela internet? A internet atualmente é considerada como uma excelente ferramenta de comunicação, 97% das empresas costumam cotar pela web antes de escolher e comprar. Ainda existem muitos outros meios e formas de comunicação, basta adequá-los à realidade de cada organização.

A comunicação tem suas particularidades, existem sim os grandes investimentos em produção, anúncios e divulgações que podem dar excelentes resultados, mas também muitas ações estratégicas podem ser definidas a um custo menor, compatível com o que a empresa pode investir no momento. O que garantirá seu sucesso é o alinhamento da forma de comunicação às necessidades de cada empresa. Para isso é preciso saber onde se está e onde se quer chegar.

Tenha em mente, os resultados só virão para aquele que formarem uma imagem positiva durante este período mais difícil para todos. Os investimentos em comunicação não podem parar. Já superamos crises anteriores e esta também irá passar dentro de algum tempo, mas sua empresa só atravessará o período, se continuar sendo reconhecida e se os seus produtos ou serviços continuarem a serem vistos e adquiridos.

*Clarice Pereira é jornalista, formada pela USP - Universidade de São Paulo e especialista em marketing, pela ESPM - Escola Superior de Propaganda e Marketing. Há 30 anos desenvolve atividades de comunicação empresarial.

Fonte: Revista Incorporativa

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Fala, gerente!

Pesquisa exclusiva mostra que a comunicação nas empresas vai mal. O gestor, atarefado e pressionado, não passa o recado adiante. Como se comunicar bem?
Muitos anos antes do surgimento de celulares e smartphones, telefone sem fio era apenas o nome de uma brincadeira infantil. Lembra dela? A graça desse joguinho popular consiste em ver como uma mensagem chega totalmente modificada ao último ouvinte depois de ser sussurrada nos ouvidos das pessoas numa longa fila. Apesar de toda a tecnologia disponível — e-mail, mensagem instantânea, videoconferência e os já citados aparelhos móveis —, a comunicação entre os funcionários nas empresas continua mais parecida com o passatempo das crianças: a mensagem começa de um jeito e termina de outro. Em uma brincadeira infantil um ruído desses é aceitável. Já no ambiente corporativo isso se traduz em conflito, falta de produtividade e maus resultados. Segundo pesquisa realizada pelo Grupo DMRH, consultoria de recursos humanos de São Paulo, com exclusividade para você s/a, 47,9% dos profissionais brasileiros estão insatisfeitos com a qualidade da comunicação no trabalho. As pessoas não entendem o que fazer para ser promovidas nem para cumprir suas tarefas direito.

A pesquisa, realizada com mais de 1 300 analistas, coordenadores, supervisores, gerentes e diretores de diversas empresas do país, mostra que o problema de comunicação se multiplica conforme desce na hierarquia corporativa: começa como uma marolinha na diretoria e se torna um tsunami quando chega ao analista. Veja o que ocorre com a estratégia da empresa. Cerca de 60% de todos os profissionais entrevistados não entendem quais são suas metas. “Este foi o ponto mais surpreendente do relatório, principalmente porque os cargos mais altos têm ciência desta informação”, diz Martha Magalhães, consultora de RH da DMRH e coordenadora da pesquisa. Cinco de cada dez entrevistados reclamam da falta de clareza dos executivos de suas empresas — principalmente do presidente e dos diretores, pois são eles que detêm as diretrizes do jogo. “Se a empresa tem um presidente que não se comunica bem o risco de haver problemas é grande. A questão começa lá em cima, no alto escalão”, diz a professora doutora Leny Kyrillos, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, que assessora executivos interessados em melhorar seu discurso.

No dia-a-dia, revela a pesquisa, a informação se perde quando passa pelo gerente. “O gerente está na fronteira entre a alta direção e os escalões mais baixos e cabe a ele interpretar e repassar as informações estratégicas”, diz Martha. As empresas sabem que o problema existe e tentam contorná-lo. Entre as 150 melhores companhias do Guia VOCÊ S/A-EXAME – As Melhores Empresas para Você Trabalhar de 2008, uma parceria da Editora Abril com a Fundação Instituto de Administração, de São Paulo, 97% das organizações disseminam suas estratégias por meio dos líderes. Portanto, é muito importante que eles falem bem — caso contrário, todos terão problema. Na Volvo, primeira colocada no ranking do ano passado, desde 2007 gerentes e coordenadores participam de workshops. “As informações chegam aos funcionários por meio dos gestores e para isso eles precisam se comunicar eficientemente”, diz Solange Fusco, gerente de comunicação corporativa da Volvo, que tem sede em Curitiba, no Paraná.

Normalmente, o gerente quer se comunicar, mas não cumpre bem a tarefa porque está sobrecarregado. “Comunicação requer tempo, mas as pessoas pulam etapas porque é preciso dar resultado rapidamente”, diz Martha. Quando o gestor se comunica mal, as informações estratégicas são disseminadas a conta-gotas. O resultado é péssimo: sem compreender toda a estratégia, o subordinado interpreta a informação para cumprir suas metas e passa a atuar por conta própria. E aí aparecem informações desencontradas e conflitos pessoais, e os resultados despencam. Parte disso se deve ao fato de que os profissionais assumem cargos executivos sem receber o devido preparo para a função. Willian Leite, de 29 anos, gerente do grupo de arquitetura de software da BRQ IT Services, com sede em São Paulo, só passou por treinamento depois de enfrentar no dia-a-dia as consequências da comunicação com ruídos. “Aprendi pela dor”, diz Willian. “Eu falava e presumia que todos sabiam do que se tratava.” Promovido a gerente em 2007, em seus primeiros meses no cargo Willian tentava numa reunião mensal alinhar sua área, formada por 20 pessoas espalhadas por cinco capitais. Não dava certo. “Você não pode reter a informação, porque os funcionários ficam sabendo de outro jeito.” Agora, ele dá a notícia o quanto antes e dispensa as reuniões longas. Para ter certeza de que a coisa vai fluir, ele nomeia na equipe pessoas responsáveis pela comunicação de uma determinada atividade.

Fonte: http://www.vocesa.abril.com.br/

quarta-feira, 13 de maio de 2009

De que tanto têm medo os executivos de Comunicação?

Wilson da Costa Bueno

"Não atendemos estudantes ou pesquisadores". "Nossa empresa é de capital aberto e não podemos conceder entrevistas". "Não dispomos de um setor especifico para atender demandas da Academia". Estas respostas (na verdade justificativas esfarrapadas) são comuns na relação entre os colegas da Academia e os do mercado, sejam eles executivos de Comunicação ou assessores de imprensa e de comunicação.

Mas por que isso acontece com tanta freqüência? Será que os estudantes e pesquisadores representam uma ameaça para a maioria das organizações, em particular as empresas privadas? Se sim, por que motivos? Se não, então qual a razão de tantas evasivas para impedir a interação entre o mundo da universidade e o mundo empresarial?

É possível imaginar algumas possibilidades para explicar esta má vontade das organizações (e, o que é pior, de seus profissionais de comunicação) com estudantes e pesquisadores que buscam informações.

Em primeiro lugar, pode ser que, na verdade, as organizações não estão mesmo dispostas a abrir o jogo, a favorecer esta interação porque temem que a perspectiva crítica de estudantes e pesquisadores as coloque em situações de embaraço. Ou seja: o compromisso com a transparência presente em seus discursos não se confirma na prática. Confundem transparência com disposição para falar (quando lhes aprouver) e não com interesse em ouvir. A gente conhece este perfil de organizações: têm uma boca imensa para falar e um ouvido diminuto para ouvir. Gostam de emitir releases, comunicados, mas detestam dialogar.

Em segundo lugar, pode ser que os seus comunicadores (entre os quais se incluem os seus principais executivos de comunicação) não tenham mesmo muita coisa a dizer. Afinal de contas, em casos numerosos, executivos de comunicação não têm autonomia alguma para dizer qualquer coisa, têm medo da própria sombra, e ficam sempre tentando adivinhar o que pensam os chefes para não entrarem em contradição com eles. Não falam, não dão entrevistas porque nada têm a dizer, não pesquisam, são meros repetidores de cases, muitas vezes forjados por suas assessorias para conquistar prêmios de entidades da área, que chegam ao cúmulo de premiarem seus próprios diretores (alguém acredita na independência destas premiações?).

Finalmente, pode ser que, no fundo, as organizações tenham muita coisa para esconder e, por isso, só falam sobre aquilo que lhes interessa, preocupadas em criar "boa imagem". Seus executivos de comunicação e os seus profissionais são adestrados para a tarefa enjoada da hipocrisia empresarial e, por isso, vivem por aí desfilando aquele discurso repetitivo de "responsabilidade social" (não sabem ao menos o conceito) ou aderem à praga do "marketing verde", uma postura transgênica que contamina a maioria das organizações brasileiras.

As organizações não recebem os colegas da Academia porque ainda não se inseriram nos novos tempos, porque têm preferido recrutar pessoas que não pensam ou não têm liberdade para pensar. Querem subordinados e não profissionais autênticos , acreditam piamente que comunicar é risco, não oportunidade. Quantas vezes não ouvimos gerentes de comunicação interna defendendo a não participação dos funcionários porque "essa gente só quer mesmo detonar a organização"? Quantas vezes ouvimos executivos e profissionais de comunicação demonizando a "Rádio Peão", segundo eles um instrumento do sindicato que quer destruir a empresa por dentro? Quantas vezes vimos assessores de imprensa fugindo dos jornalistas porque "esses caras sempre vêem chifre em cabeça de cavalo"?

Desconfie bastante quando ouvir executivos de comunicação em congressos ou eventos em geral repetindo que na "minha empresa a comunicação é estratégica". Não é verdade quase sempre, é apenas recurso de retórica, "pau mandado", coisa que muitos comunicadores de terno e gravata e topete levantado (mas de dignidade no fundo do poço) fazem com freqüência para agradar chefias e empresários, embora nem eles mesmos acreditem nisso. Sabem que a comunicação nas suas organizações é apenas um apêndice, não participa do processo de tomada de decisões e que, como executivos de comunicação, estão ali mais para dizer amém do que para expressar com autoridade suas opiniões.

Esse negócio de comunicação estratégica é papo furado, como a gente viu na demissão truculenta de mais de 4.000 funcionários pela Embraer, sem qualquer aviso, sem qualquer diálogo, tripudiando em cima dos "colaboradores, tidos como o maior patrimônio da empresa". Que comunicação integrada ou estratégica é essa? Ou a gente acredita que a área de comunicação não foi consultada sobre o que fazer no caso da demissão da Embraer ou (nem pensar nessa possibilidade) ela até recomendou que a empresa desse mesmo um chute no traseiro dos funcionários. O que você acha? Eu acho que a empresa nem cogitou de ouvir a área de comunicação porque, na prática, a comunicação só é estratégica no papo, para inglês ver, como a gente diz.

A interação entre as organizações e a Academia é vital para ambos os lados. A universidade (os estudantes e pesquisadores de comunicação em especial) precisa deste contato para adequar teorias à realidade, para qualificar suas reflexões e projetos de investigação. O mercado profissional pode aprender com eles e inclusive contribuir para a solução conjunta de problemas que afetam a comunicação das organizações. Em particular, as empresas têm muito a aprender, podem ver refinados os conceitos de que se utiliza (sustentabilidade, responsabilidade social, governança etc) e assimilar novas metodologias para avaliação (quantitativa e qualitativa) de ações e estratégias de comunicação.

Os estudantes e pesquisadores têm a ganhar (e muito) com as organizações, particularmente com aquelas que buscam alternativas criativas e têm profissionais capacitados (há exceções felizmente na mediocridade das estruturas de comunicação da maioria das empresas brasileiras), acreditam na pesquisa, no diálogo, no profissionalismo e na transparência.

É louvável a iniciativa da Aberje, a entidade mais representativa da área de Comunicação Empresarial, em propor esta interação, em aproximar o mercado profissional e a universidade .
É fundamental somar as competências disponíveis, estabelecer parcerias e dotar as organizações de maior espírito crítico, que é moeda em falta na comunicação das organizações por conta seja do autoritarismo das culturas organizacionais, seja pelo obscurantismo de executivos inseguros e mal preparados para o diálogo.

Se você, estudante, pesquisador ou mesmo profissional do mercado, ao procurar informações em uma empresa, for descartado pela sua estrutura de comunicação, com aquelas desculpas esfarrapadas descritas no início deste artigo, reaja, demonstre sua indignação, escreva, publique em seus blogs, conte para seus amigos em grupos de discussão ou na universidade. Não poupe as organizações que rejeitam o diálogo, cite publicamente o seu nome e o de seus executivos e profissionais pela falta de companheirismo e solidariedade.

Há um ditado bastante apropriado para essas situações: uma empresa, quando não se comunica, pode estar incluída em um dos seguintes casos: ou tem pouco para falar ou tem muito para esconder.

Em tempo 1: Alguns executivos de comunicação são mais realistas do que o rei, e pela sua insegurança e incompetência estão sempre com medo de perder o emprego (alguns já deviam estar na rua há muito tempo, mas há empresários que contratam puxa-sacos e não profissionais e eles fazem bem esse papel) e não querem contribuir com ninguém, muito menos estudantes e pesquisadores. São mesquinhos, egoístas, pobres de espírito. Trate-os com o desdém que eles merecem. Há sempre alternativas melhores para os seus trabalhos e projetos de pesquisa;

Em tempo 2: Desconfie de empresas e assessorias/agências de comunicação que estão sempre tentando vender os cases de seus clientes (sabia que muitas pagam para apresentá-los em congressos?). Não seja conivente com elas porque, na prática, não querem facilitar o trabalho de ninguém, querem apenas agradar os seus patrões, clientes. Experimente procurá-las para discutir aquilo que interessa a você e verá como agem diferente. São falsas, interesseiras, "duas caras" como se costuma dizer.

Em tempo 3: Jamais encare como natural estas recusas. Se as empresas e suas assessorias passam o dia todo atrás da mídia, do consumidor, tentando vender os seus projetos, suas realizações porque não têm a mesma postura quando a gente as procura? Por fora bela viola, por dentro pão bolorento, não é isso?

* Wilson da Costa Bueno é jornalista, professor da UMESP e da USP, diretor da Comtexto Comunicação e Pesquisa. Editor de 4 sites temáticos e de 4 revistas digitais de comunicação.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Você sabe o que é Branding?


Professor da Fundação Getúlio Vargas, Eduardo Tomiya, explica o novo conceito de comunicação corporativa.

Vire e mexe aparece no mercado corporativo algum termo novo, geralmente adaptado da língua inglesa. Os marketeiros são mestres na arte de criar denominações que mais parecem servir para uma reserva de mercado do que para fazer as pessoas compreenderem alguma coisa. Mas de uns tempos para cá, em toda a parte surgiu o termo ‘branding’.

Desde então tudo virou branding como ações de marketing ou uma simples justificativa que um gerente dá para explicar o porquê o orçamento estourou. “É uma questão de branding”, dizem. Confusões a parte, trata-se na verdade de um conceito de comunicação empresarial ainda novo no Brasil, mas com um potencial enorme pela frente.

Em tempos de crise e longe dos gastos exorbitantes das ações de publicidade, que consomem milhões das empresas, o branding é o trabalho de construção de uma marca. Em outras palavras é a percepção dos consumidores sobre um produto, serviço, experiência ou organização.

Mais direto ainda: não é o que os profissionais de marketing pensam que a marca é, mas o que os consumidores acham que ela é. Para falar sobre esse assunto, o Empregos.com.br entrevistou o professor dos MBAs da Fundação Getúlio Vargas e diretor da BrandAnalytics, Eduardo Tomiya, para entender melhor esse novo conceito que promete um futuro promissor para as empresas que pretendem apostar em suas marcas, como o ativo mais valioso para sobreviver a qualquer tipo de crise.

Empregos.com.br – Explique como começou a sua carreira, até os primeiros envolvimentos como profissional do Branding.

Eduardo Tomiya – Sou formado na Politécnica como engenheiro de produção. Minha vida profissional coincide com os momentos de fusões no Brasil, do meio da década de 90 para cá. Eram negociações entre grandes empresas. Sempre tive a idéia de que as marcas das companhias estavam entre os principais ativos, como algo que poderia determinar o sucesso ou não de uma empresa. Entrei em 2000 numa empresa importante do ramo de marcas chamada Interbrand, que estava ligada a pesquisas no mercado de capitais. Ali pude ver como é importante a marca para o sucesso de uma organização.

Empregos.com.br – O que é exatamente o branding?

Eduardo Tomiya – A melhor definição foi uma que pensei recentemente com uma amiga num restaurante. Perguntei para ela o porquê gostava desse estabelecimento. Ela me respondeu que era por causa do atendimento, da comida e do ambiente. Isso me fez pensar imediatamente no branding. Estamos falando de um restaurante que não é famoso, não faz propaganda, mas construiu uma marca simplesmente entregando bem o que oferece aos seus clientes. Branding é a percepção do consumidor sobre uma marca e é isso que torna uma empresa boa ou não.

Empregos.com.br – Qual a diferença do profissional de branding para o publicitário?

Eduardo Tomiya – Estamos vivendo uma era de comunicação integrada, onde soluções criativas não contam mais sozinhas. Sempre existirá espaço para o criativo, mas o profissional do branding chega para também entender o business da companhia. Ele tem que saber sobre finanças, gerenciamento, recursos humanos e outras etapas. O branding hoje é cara do planejamento de uma organização. O branding não é só uma ação de marketing, mas a construção de uma marca no mercado. Para isso temos que entender do serviço da empresa, da entrega e das necessidades dos clientes. Diferente do ambiente das agências, onde predominam os publicitários por formação, no branding agem engenheiros, advogados, psicólogos, publicitários e outros profissionais.

Empregos.com.br – Por que o termo branding gera tanta confusão?

Eduardo Tomiya – Um dos motivos é por ser uma novidade que apareceu faz poucos anos. Outro fator é que as pessoas confundem com ações de marketing e não como planejamento de uma marca para uma companhia. Muito mais do que gastar em ações publicitárias, o branding é num primeiro momento a contenção de gastos em processos que estavam desperdiçando dinheiro de uma empresa. Mas é fato que muita gente se refere ao branding em situações que não cabem.

Empregos.com.br – Estamos falando sobre marcas corporativas, mas principalmente sobre a percepção de pessoas. O branding age em indivíduos também?

Eduardo Tomiya – Sim. Em várias situações. O Banco Real fez um treinamento de funcionários baseado no branding que obteve bastante sucesso. A empresa entendeu que era importante apostar na identificação dos trainees com a marca da companhia. A lógica é simples: é bem melhor você trabalhar com funcionários que acreditam nos conceitos e valores da empresa, pois ele vai apostar junto com os projetos que devem ser implantados. Nesse treinamento foram explorados os conceitos de sustentabilidade da corporação, no que eles foram muito bem sucedidos.

Empregos.com.br – Em tempos em que a crise está nos noticiários do mundo todo, o branding age de que maneira?

Eduardo Tomiya – O branding tem como meta fazer a projeção de lucro junto com a taxa de risco. Estamos em tempos também de fusões e aquisições que mexem com o mercado financeiro. A marca é um escudo contra a crise. O principal ‘seguro’ e ativo de uma companhia é a importância que sua marca tem ao mercado. A Apple é um caso exemplar, sendo que tudo o que lança tem boa aceitação no mercado. Por quê? Simplesmente devido ao fato dela entregar sempre bons produtos, que criaram uma cultura valorizada sobre a marca. Se você observar uma maça mordida em algum lugar, sem nada escrito, já vai associar aos produtos da empresa e isso é um ótimo exemplo de branding.

Empregos.com.br – Não me diga que Steve Jobs é o precursor do branding?

Eduardo Tomiya – (Risos) De certa maneira sim. Ele criou um nome acima de tudo que é muito forte. Logo seus produtos têm boa aceitação entre os consumidores. E ele nem precisa mais lançar produtos tão diferentes dos concorrentes, porque a sua marca já diz tudo. A crise pode afetar as vendas da Apple, mas nunca vai desvalorizar por completo a marca da companhia. Isso por causa de alguma ação de marketing que o Jobs fez? Não. Só por causa da percepção que as pessoas adquiriram da empresa.

Empregos.com.br – Para quem está interessado em se lançar na carreira do branding, qual é o conselho?

Eduardo Tomiya – Trata-se de uma área que vai crescer muito nos próximos anos e sobre isso eu não tenho dúvida. O melhor para os interessados é procurar um curso bom sobre o tema e saber que ser criativo somente não conta mais. É preciso conhecimento sobre negócios e planejamento. É importante também ter a consciência que o consumidor não é mais inocente e aceita o que vier. Aliás, inocente de quem pensar que engana o consumidor.

Fonte: Empregos.com.br

sexta-feira, 17 de abril de 2009

A importância da assessoria de comunicação


“À mulher de César não basta ser honesta, tem de parecer honesta”. Quem nunca ouviu essa frase, cunhada há umas seis décadas antes de Cristo? Para as empresas, ela parece mais atual do que nunca.

Num mercado competitivo, com os serviços cada vez mais semelhantes, o consumidor fica em dúvida na hora de escolher uma empresa ou produto. Por isso, a comunicação passou a ser tão vital.

Somente através das diversas ferramentas de comunicação uma empresa pode passar a imagem de seriedade condizente com o que ela é. Ou seja, não basta fazer um trabalho correto e honesto, uma instituição precisa parecer honesta.

Isso também pode ser chamado de credibilidade, algo que só é obtido quando uma empresa mantém um relacionamento sincero e transparente com a imprensa. Afinal, na era da Globalização, permanecer no mercado é um exercício que exige, desde a constante reciclagem dos colaboradores à postura que a organização toma diante à sociedade.

Hoje, preservar a imagem de uma instituição de forma positiva e mantê-la sintonizada a todos os setores, aos quais mantém algum tipo de relação, é um desafio. Diante essa realidade, a comunicação e o marketing são ferramentas indispensáveis para semear sucesso e colher vitórias.

É importante pensar também que, em tempos modernos, a comunicação deve ser efetuada em tempo real. Não é mais possível deixar uma resposta para amanhã. A sociedade e a opinião pública querem uma resposta agora.

Nesse momento que entra em cena o serviço de assessoria de comunicação. Cabe ao profissional de comunicação buscar transmitir a informação instantaneamente. Abrir as portas da instituição à sociedade significa ter uma boa imagem junto à opinião pública e, como conseqüência, conquistar a credibilidade.

E nunca é demais lembrar que as piores perdas econômicas de uma instituição, não são meramente resultantes de uma crise financeira, mas de uma perda da imagem empresarial fruto de falhas de comunicação e posicionamentos equivocados no mercado. Para reverter é preciso tomar consciência da importância do tema e investir em processos e profissionais qualificados.

Janaína Depiné da Luz é Jornalista e Relações Públicas, especialista em comunicação empresarial e comunicação on line. Diretora executiva da Lead Comunicação.